Corte de taxa nos EUA terá impacto sobre BC brasileiro

Corte de taxa nos EUA terá impacto sobre BC brasileiro

O corte emergencial de juros nos Estados Unidos terá impacto importante na decisão que Roberto Campos Neto e seus colegas de diretoria do Banco Central brasileiro terão de tomar dentro de duas semanas.

O anúncio do Federal Reserve (Fed, o BC americano), no início da tarde de ontem, gerou o alívio que os mercados financeiros desejavam mas não tiveram com a divulgação do comunicado conjunto dos ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais das sete maiores economias do planeta, o G-7. O comunicado reafirmou a disposição de fazer tudo o que for necessário para garantir um crescimento global forte e sustentável, mas não anunciou nenhuma medida efetiva de curto prazo. Coube ao Fed fazer isso.

O BC dos EUA tem como missão garantir a estabilidade de preços e o crescimento da economia. Por isso, o presidente do Fed, Jerome Powell, já havia demonstrado, na semana passada, que poderia tomar uma atitude concreta diante do avanço do coronavírus e de seus efeitos sobre a atividade econômica antes de seus pares, como o Banco Central Europeu, comandado por Christine Lagarde.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC brasileiro se reúne nos dias 17 e 18 deste mês para avaliar a taxa básica de juros do país. No início de fevereiro, o grupo decidiu por unanimidade cortar a Selic para 4,25% ao ano, renovando o patamar histórico de baixa da taxa.

 No comunicado da decisão, Campos Neto e seus colegas deixaram claro que, considerando os cortes promovidos nos últimos meses e a defasagem entre essas reduções e seus efeitos no ritmo de atividade da economia, era adequado interromper o processo de derrubada da Selic.

A diretoria do BC, entretanto, fez questão de enfatizar que seus próximos passos continuariam dependendo da `evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação`.

O avanço do coronavírus, o recado do G-7 e a ação emergencial do Fed são alguns elementos que darão bastante combustível para as discussões sobre o futuro dos juros brasileiro nas próximas semanas.

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