Coreia do Norte lança novo míssil balístico intercontinental

Coreia do Norte lança novo míssil balístico intercontinental

A Coreia do Norte disparou um novo míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) nesta sexta-feira, informou o Departamento de Segurança dos EUA. Segundo o Pentágono, o projétil atingiu altura de 3.700 quilômetros e percorreu um trajeto de cerca de mil quilômetros — uma distância maior do que os 933 quilômetros alcançados pelo ICBM lançado em 4 de julho deste ano. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que o míssil poderia ter alcançado a Zona Econômica Exclusiva do país, perto de Hokkaido, a ilha japonesa mais ao norte.

Agencias Internacionales - 28/07/2017, 16:06. TÓQUIO — A Coreia do Norte disparou um novo míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) nesta sexta-feira, informou o Departamento de Segurança dos EUA. Segundo o Pentágono, o projétil atingiu altura de 3.700 quilômetros e percorreu um trajeto de cerca de mil quilômetros — uma distância maior do que os 933 quilômetros alcançados pelo ICBM lançado em 4 de julho deste ano. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que o míssil poderia ter alcançado a Zona Econômica Exclusiva do país, perto de Hokkaido, a ilha japonesa mais ao norte.

A emissora estatal japonesa NHK deu a informação citando fontes do governo que um míssil norte-coreano foi lançado pouco antes da meia-noite no horário local (11h45 no horário de Brasília). Ainda há dúvidas sobre a possibilidade de mísseis intercontinentais carregarem ogivas nucleares. O governo dos Estados Unidos acredita que isso será possível no início de 2018, segundo a emissora CNN com base em informação de uma autoridade próxima ao serviço de inteligência americano.

— Posso confirmar que detectamos o o lançamento de um míssil balístico da Coreia do Norte — declarou o porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis, acrescentando que o disparo ocorreu de Mupyong-ni, uma fábrica de armas no norte da Coreia do Norte.

Autoridades dos EUA e da Coreia do Sul estão discutindo opções militares, de acordo com um porta-voz na Exército americano. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, convocou uma reunião de emergência com altos funcionários. A Coreia do Norte, liderada por Kim Jong-un, já disparou mísseis que caíram na zona econômica exclusiva do Japão outras vezes.

O secretário-chefe do Gabinete japonês, Yoshihide Suga, disse que o míssil voou por cerca de 45 minutos e parece não ter causado danos. Suga acrescentou que o lançamento era inaceitável e era uma clara violação das resoluções da Organização das Nações Unidas. Segundo ele, o Japão protestou nos termos mais fortes possíveis.

— Como resultado dos lançamentos de mísseis de nível intercontinental, isso claramente mostra que a ameaça a nossa segurança nacional é severa e real — afirmou Abe.

Mais cedo, o Japão anunciou sua decisão de impor novas sanções à Coreia do Norte que afetam também as empresas chinesas, para tentar dissuadir o regime de Kim Jong-un de continuar a desenvolver seu programa de armamento nuclear. O ministro japonês de Relações Exteriores, Fumio Kishida, explicou que as sanções (congelamento de ativos, sobretudo) são voltadas para cinco empresas, duas delas chinesas, e nove indivíduos por sua relação com a Coreia do Norte.

O presidente sul-coreano, Moon Jae-In, também convocou uma reunião de emergência de sua equipe de segurança nacional, de acordo com a agência de notícias Yonhap. As Forças Armadas do país também confirmaram o lançamento do míssil.

PRIMEIRO TESTE NO INÍCIO DE JULHO

Pyongyang lançou o míssil Hwasong-14 no dia 4 de julho, que pode ser capaz de atingir a maior parte do Alasca. O teste foi apresentado pelo líder do país Kim Jong-un como um presente para os "bastardos americanos". O disparo de projéteis estão sendo tratados como um importante marco nacional na Coreia do Norte, e o governo e os meios de comunicação oficiais sinalizam que é um avanço tecnológico que poucos países alcançaram. De acordo com as estimativas, o míssil lançado, o Hwasong-14, tem um alcance de 7 mil a 8 mil quilômetros.

Na ocasião do último teste da Coreia do Norte, o presidente americano, Donald Trump, denunciou a atitude beligerante do país e pediu à comunidade internacional que demonstre a Pyongyang que existem "consequências", antes de afirmar que está avaliando uma resposta "severa" à ação militar do país asiático. Os Estados Unidos buscam apoio contra a Coreia do Norte, mas esbarr nas resistências de Rússia e China.

Desde que Kim Jong-Un chegou ao poder no fim de 2011, a Coreia do Norte acelerou consideravelmente seu programa nuclear e balístico. O país executou cinco testes nucleares desde 2006, dois desde 2016. Em seu último lançamento, o país disparou o que se supõe ser um míssil intercontinental capacitado para ogivas nucleares na semana passada, levando adiante seus programas nuclear e de mísseis em desafio a sanções da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os cinco testes nucleares da Coreia do Norte

8 de outubro de 2006

O primeiro teste nuclear da Coreia do Norte provocou um terremoto de 4,3 graus de magnitude. De acordo com funcionários dos EUA, a arma usava plutônio e teria alcançado menos de um quiloton (unidade de energia liberada).

24 de maio de 2009

Menos de três anos depois, o país realizou um novo teste. Cientistas chineses calcularam que a bomba atingiu 2,35 quilotons, provocando um tremor de 4,7 graus.

12 de fevereiro de 2013

Há três anos, o país realizava seu terceiro teste, apesar das condenações mundiais. Provocando um tremor mais forte, de 5,1 graus, a bomba foi miniaturizada, de acordo com o governo norte-coreano. O Pentágono, no entanto, disse que confiava de forma "moderada" na informação de que a Coreia do Norte havia aprendido a fazer uma arma nuclear miniaturizada, capaz de ser lançada por um míssil balístico.

5 de janeiro de 2016

O quarto teste também causou um terremoto de 5,1 graus de magnitude. A Coreia do Norte afirmou que se tratava de uma bomba de hidrogênio. Em maio, as autoridades de inteligência americanas e sul-coreanas concluíram que a Coreia do Norte era agora capaz de desenvolver ogivas nucleares em mísseis de curto e médio alcance com capacidade para atingir o Japão e a Coreia do Sul.

8 de setembro de 2016

Autoridades disseram que o quinto teste foi o mais poderoso da Coreia do Norte. A explosão da bomba gerou um terremoto de 5,3 e teria alcançado 10 quilotons. Líderes mundiais imediatamente condenaram a ação, e o Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência.

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