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Copa América trouxe variante inédita do coronavírus ao Brasil

Copa América trouxe variante inédita do coronavírus ao Brasil

18:12 - Dois casos de cepa colombiana foram confirmados em integrantes de delegações estrangeiras; amostras foram sequenciadas no Instituto Adolfo Lutz, em SP

A realização da Copa América no Brasil trouxe uma nova variante do coronavírus ao país. Testes realizados no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, confirmaram a presença da variante identificada como B.1.621 em amostras de dois integrantes de delegações estrangeiras. A cepa é originária da Colômbia e já foi detectada no Equador, Estados Unidos, Caribe e em alguns países europeus, mas era até então inédita por aqui.

O caso foi revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmado pelo GLOBO. O alerta foi dado pelo governo do Mato Grosso, que forneceu as amostras dos dois pacientes. As equipes da Colômbia e do Equador se enfrentaram na abertura da Copa América, em 13 de junho, na Arena Pantanal, em Cuiabá.

O Instituto Adolfo Lutz, laboratório credenciado pelo Ministério da Saúde, fez o sequenciamento genético dos testes em São Paulo. O resultado confirmou a infecção pela nova variante, da qual não se conheciam casos confirmados no Brasil até o momento. As autoridades não informaram se foram registrados outros casos da variante colombiana além dos analisados no Adolfo Lutz.

“Os pacientes são ambos do sexo masculino, têm 37 e 47 anos e são provenientes do Equador e da Colômbia, respectivamente. A investigação epidemiológica dos casos está em andamento no estado de origem das amostras”, revelou o instituto, em nota.

Já a Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso afirma, também em nota, que "as amostras com resultado positivo para a Variante de Interesse (VOI) B.1.621 são de duas pessoas da delegação colombiana".

O Ministério da Saúde afirma que está apurando os casos.

Além desses casos, foram sequenciadas no Adolfo Lutz outras dez amostras, todas contendo a variante de atenção Gamma (P.1), originária de Manaus. Diferentemente da variante indiana, conhecida como Delta, ainda não há informações detalhadas sobre o risco dessa nova mutação. Porém, a Organização Mundial de Saúde a classificou como “uma variante de interesse” e que “pode estar associada a um maior potencial de transmissão”.

As chamadas variantes de atenção, como a Gamma ou a Delta, estão relacionadas ao aumento da transmissibilidade e da virulência e podem diminuir a eficácia das medidas de saúde disponíveis contra a doença. Já as variantes de interesse contêm mutações em relação à variante original, mas ainda sem confirmação de maior potencial agressivo ou menor suscetibilidade às ferramentas de combate.

Secretaria do Mato Grosso diz que casos seguiram isolamento
Em nota enviada ao GLOBO, a Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso afirma que os casos positivos para Covid-19 com a variante de interesse B.1.621."seguiram as recomendações de isolamento e foram monitorados pela equipe da Vigilância Epidemiológica do município de Cuiabá".

No texto, a pasta afirma ainda que "todas as informações do monitoramento foram repassadas diariamente ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde nacional, estadual e municipal. Os casos positivos permaneceram assintomáticos e cumpriram com o protocolo de isolamento".

Segundo a secretaria, o Instituto Adolfo Lutz enviou no sábado (10) ao Laboratório Central do Estado de Mato Grosso (Lacen) o resultado preliminar dessa análise, que apontava a cepa colombiana. Nesta segunda (12), o instituto enviou ao Lacen o relatório final da análise.

Especialistas alertaram sobre risco
Desde maio, quando o Brasil foi escolhido como sede, especialistas alertam para o risco de circulação de novas variantes do vírus, impulsionada pelo programa de vacinação que constantemente sofre atrasos. Aliás, esse foi o principal motivo que fez a Argentina e a Colômbia desistirem de sediar o torneio.

Além disso, esta edição foi constantemente marcada por crises relacionadas à pandemia. Nesta segunda (12), a Prefeitura do Rio anunciou que irá multar em R$ 54 mil a CBF, pela confusão que ocorreu nos portões do Maracanã, na final entre Brasil e Argentina, no último sábado, 10.

Inclusive, naquela mesma data, a Conmebol tinha informado que detectou uma "quantidade considerável" de testes PCRs fraudulentos entre os convidados para o jogo.

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