Confederações empresariais da Europa e América Latina pedem "rápida ratificação" do acordo entre UE e Mercosul

Confederações empresariais da Europa e América Latina pedem "rápida ratificação" do acordo entre UE e Mercosul

"O acordo proporciona excelentes oportunidades para as economias e sociedades de ambas as partes e é de importância crucial não apenas por razões estratégicas e económicas, mas também do ponto de vista da sustentabilidade”, defendem as confederações empresariais numa declaração feita já a pensar nos trabalhos de preparação da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia

As confederações empresariais da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, países que compõem o Mercosul, e a BusinessEurope, que representa 40 confederações empresariais europeias, apelaram esta quinta-feira à rápida ratificação e concretização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Numa declaração conjunta, alertam para o risco de um atraso no acordo pôr em causa o potencial das oportunidades abertas.

“A concretização do maior acordo que tanto a União Europeia como o Mercosul já fizeram vai dar a oportunidade, às duas regiões para poderem ultrapassar as dificuldades que estamos a atravessar, mas também a projetar o futuro além da pandemia”, destaca o presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, certo de que “este acordo será uma prioridade para a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que conta com o empenho das confederações empresariais para o tornar realidade”, acrescenta.

O apelo conjunto, lançado por iniciatova da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, tem já em vista a preparação para a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que decorre no primeiro semestre de 2021.

Nesta declaração, as confederações deixam claro que “o acordo proporciona excelentes oportunidades para as economias e sociedades de ambas as partes e é de importância crucial não apenas por razões estratégicas e económicas, mas também do ponto de vista da sustentabilidade” e assumem "o compromisso de trabalharem em conjunto com as autoridades dos diferentes países para a sua rápida ratificação e concretização".

Para o presidente da BusinessEurope, Pierre Gattaz, “construir laços comerciais e de investimento mais fortes permite-nos criar oportunidades, mas também superar os desafios que agora nos são colocados”. “Este acordo levou 20 anos para ser feito. Vamos certificar-nos para que seja ratificado rapidamente, porque não podemos esperar mais 20 anos”, acrescentou.

Do lado do Mercosul, o presidente da Confederação Nacional da Indústria do Brasil, Robson Braga de Andrade.concordou. “O acordo é estratégico para integrar duas das maiores regiões económicas do ocidente. A retirada gradual das barreiras comerciais, que hoje atingem 65% do nosso comércio, permitirá a adaptação competitiva dos dois lados, ao mesmo tempo que estimulará o comércio e investimentos. Por isso, os setores privados dos dois lados precisam liderar o apoio à implementação”, disse.

E deixou mais uma nota, sobre a sustentabilidade: “o tratado também privilegia a parte de sustentabilidade e tem o mais completo e ambicioso capítulo de todos os acordos comerciais celebrados pela União Europeia. Os países do Mercosul e da União Europeia comprometem-se a respeitar estritamente o Acordo de Paris incluindo em matéria de emissões de CO2".

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