Companhias argentinas pedem debate no Mercosul

Companhias argentinas pedem debate no Mercosul

Empresas argentinas querem que a decisão do presidente Donald Trump de taxar a importação de aço e alumínio seja discutida no âmbito do Mercosul, durante a reunião de cúpula a ser realizada nesta quinta, em Bento Gonçalves {Rio Grande do Sul), informou a Câmara Argentina do aço.

Os representantes das empresas eogoverno manifestaram preocupação com a noticia, jã que a Argentina exporta cerca de US$ 700 milhões anuais para o mercado dos EUA. `Não sabemos o tamanho do prejuízo ainda porque não temos detalhes de quanto seria a tarifa para ter os números finais`, disse ao Valor o presidente da câmara, Carlos Vaccaro.

Segundo ele, em 2 018 a Argen tina cumpriu a cota embarcar 180 mil toneladas, como parte do acordo que o país mantém com os EUA. `Esperamos que neste ano possamos também cumprir esta cota`, disse ressaltando que a notícia pegou todo mundo de surpresa.

`Nem o governo, nem as empresas esperávamos esta medida e não entendemos o que levou Trump a mudar de opinião`, afirmou. Os executivos dos grupos Techint, Acindar, Arcelor Mi t tal e Aluar, União Industrial Argentina (UIA), Associação de Industriais Metalúrgicos (Adimra)e do Ministério de Produção, tiveram muitas reuniões e passaram uma boa parte do dia discutindo sobre a ameaça de Trump.

A preocupação não é por menos. O setor acumula 18 meses de queda. Somente em outubro recuou 8,3% na comparação com igual mês de 2018 e em todo o ano acumula um retrocesso de 7,7%, con forme dados da Adimra.

Fonte da Aluar disse que a restrição para exportar no atual momento do mercado interno `é uma notícia ruim e preocupante`. Para a maior exportadora local, o holding Techint, através das companhias Tenaris eTernium, asituação é mais complicada. Conforme o último balanço da Tenaris, do primeiro trimestre de 2019, mais da metade das vendas de US$ 893 milhões foi para os EUA. Para a Terniutn, o mercado americano representa 15% das vendas.

Fonte do Ministério da Produção considerou `que é cedo para analisar o possível impacto`. Em nota, a pasta informou que em 2018, a Argentina foi um dos poucos países que exportaram estes produtos sem alíquotas e que neste ano, jã foram exportados USS 520 milhões.

A Câmara Argentina do aço alertou que a medida, se confirmada, terá impacto negativo na geração de emprego na siderurgia e solicitou ao governo `o uso dos meios necessários` para revertê-la.

O ministro de Produção, Dante Sica, conversou com empresários do setor e pediu ao embaixador argentino nos EUA, Fernando Oris de Roa, que solicite uma entrevista com o secretário de Comercio dos EUA, Wilbur Ross. Sica deixa o cargo em uma semana, quando assume o governo eleito no país.

Sica disse ao Valor que conversou ontem com o secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Prado, e terão um encontro bilateral amanhã em Bento Gonçalves, paralelamente às reuniões do Mercosul, paraconversar sobre uma posição estratégica.

Uma das estratégias, explicou o ministro, é deixar claro que a Argentina e o Brasil não fazem desvalorizações competitivas. `Nós não modificamos a cotação do cambio para ganhar posição no mercado, temos sistema de flutuação da moeda, que se move segundo o mercado. Não fazemos desvalorizações competitivas como a China`, detalhou.

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