Commodities: embarques de milho crescem, e cotações em Chicago atingem seu maior nível em 18 meses

Commodities: embarques de milho crescem, e cotações em Chicago atingem seu maior nível em 18 meses

Trigo e soja fecharam a segunda-feira em queda

Impulsionadas pelo aumento das exportações americanas, as cotações do milho fecharam em alta na bolsa de Chicago nesta segunda-feira. Os papéis para março subiram 1,22% (5,5 centavos de dólar), a US$ 4,565 o bushel, e os contratos para maio, de segunda posição,terminaram a sessão negociados a US$ 4,57 o bushel, valorização de 1,22%. Segundo cálculos do Valor Data, os papéis de segunda posição atingiram seu maior nível desde junho de 2019.

Segundo o relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os embarques do cereal totalizaram 993,7 mil toneladas na semana até o dia 24 de dezembro. O volume é 29,03% maior que as 770,1 mil toneladas exportadas uma semana antes.

No acumulado do ano-safra em curso, as vendas ao exterior chegaram a 13,73 milhões de toneladas, 71,6% a mais que as 8 milhões de toneladas do mesmo período de 2019/20. O USDA também registrou 49,6 mil toneladas em vendas privadas de milho, para destinos desconhecidos, na temporada 2020/21.

Nas negociações de soja e trigo, a segunda-feira foi de baixas. Os contratos da oleaginosa para março caíram 0,57% (7,25 centavos de dólar), para US$ 12,5725 o bushel, e os lotes de trigo que vencem em maio recuaram 1,72% (10,75 centavos de dólar), para US$ 6,15 o bushel.

A queda do preço do trigo ocorreu após o governo da Argentina sinalizar que chegará a um acordo com os trabalhadores dos portos do país, em greve desde o dia 3 de dezembro. Em relatório, a consultoria AgResource disse que se a paralisação for resolvida amanhã, como a Casa Rosada pretende, importadores como a China poderão retomar as compras de grãos sulamericanos em detrimento dos produzidos pelos EUA.

A consultoria RJO Futures acredita que o mercado está tecnicamente “sobrecomprado” em trigo, produto que teria acompanhado a valorização dos demais grãos. Isso explicaria os ajustes técnicos por trás das baixas das últimas sessões, segundo a consultoria.

O relatório de embarques também puxou para baixo os preços da soja. Na semana encerrada em 24 de dezembro, as exportações somaram 1,44 milhão de toneladas, volume 48% menor que o dos sete dias anteriores.

Por Naiara Albuquerque e Marcela Caetano

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