Commodities: Clima seco na Argentina e novos sinais da demanda elevam preços de soja e milho em Chicago

Commodities: Clima seco na Argentina e novos sinais da demanda elevam preços de soja e milho em Chicago

Trigo também fechou o dia em alta

Os indicativos de clima seco na Argentina e de novos sinais sobre a demanda americana deram impulso às cotações de soja e milho na bolsa de Chicago nesta quinta-feira. Os contratos da oleaginosa para março avançaram 1,72% (24,25 centavos de dólar), e fecharam a US$ 14,305 o bushel, enquanto os lotes de milho, para maio, subiram 1,89% (10 centavos de dólar) hoje, a US$ 5,3775 o bushel.

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o saldo líquido de vendas de soja pelos americanos (resultado de novos contratos e cancelamentos) da temporada 2020/21 somou 908 mil toneladas na semana encerrada em 7 de janeiro. Esse volume é absolutamente maior que o de 37 mil toneladas exportadas na semana anterior e está 93% acima da média das últimas quatro semanas.

No caso do milho, os americanos negociaram 1,4 milhão de toneladas para 2020/21 até 7 de janeiro, com alta semanal de 92% e de 34% na média de quatro semanas.

A falta de chuvas na Argentina também contribuiu para puxar para cima os preços dos grãos. "Os grãos subiram devido às preocupações com o clima na Argentina, além dos dados do relatório do USDA", disse Arlan Suderman, da consultoria StoneX à Dow Jones Newswires.

No mercado de trigo, a quinta-feira também foi de alta para os preços, apesar da queda nas exportações americanas. Os contratos para março avançaram 1,44% (9,5 centavos de dólar) e fecharam o pregão cotados a US$ 6,7 o bushel.

Em relação à demanda, as vendas líquidas de trigo ficaram em 221,9 mil toneladas, com queda de 19% na comparação com a semana anterior e de 49% com a média de quatro semanas.

Como fator de alta para os preços do cereal, o Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) cortou hoje sua projeção para a produção graneleira mundial em 2020/21, em razão principalmente das baixas nas estimativas da América do Sul. A colheita de grãos é esperada para ser de 2,21 bilhões de toneladas, 10 milhões de toneladas aquém do previsto em novembro.

De qualquer forma, o número ainda é recorde. Para a temporada 2019/20, a estimativa foi mantida em 2,19 bilhões de toneladas.

Por Naiara Albuquerque, Marina Salles e Patrick Cruz

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