Comércio do G-20 tem maior queda no 1º trimestre desde 2017 e deve cair mais, prevê OCDE

Comércio do G-20 tem maior queda no 1º trimestre desde 2017 e deve cair mais, prevê OCDE

O comércio internacional entre os países que fazem parte das 20 maiores economias do globo - incluindo o Brasil - sofreu no primeiro trimestre do ano com as medidas dos governos para evitar a maior propagação de coronavírus e tende a cair mais de abril a junho, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta quinta-feira, 28.

Em comparação com o quarto trimestre de 2019, as exportações cederam 4,3% e as importações recuaram 3,9%, e agora estão nos níveis mais baixos desde o segundo trimestre de 2017.
Em todo o grupo, as vendas no trimestre somaram US$ 3,451 trilhões e as compras, US$ 3,468 trilhões. Os dados da OCDE são atualizados e ajustados sazonalmente. “As medidas de contenção da covid-19, introduzidas em muitos países em março, atingiram fortemente o comércio de mercadorias do G-20 no primeiro trimestre de 2020”, constatou a entidade, que tem sede em Paris.
As primeiras indicações para abril, conforme a OCDE, apontam para quedas mais acentuadas no segundo trimestre, com as exportações coreanas e japonesas, por exemplo, caindo 21,5% e 10,6%, respectivamente, em comparação com março de 2020.
A organização detectou que o impacto no comércio internacional nas economias do G-20 variou bastante no primeiro trimestre devido a diferenças na taxa de propagação da covid-19, nas estratégias de contenção e na extensão de sua exposição a outros países afetados pelos bloqueios.
França, Índia, Itália e Reino Unido, que introduziram bloqueios em todo o país em março, viram suas exportações caírem 7,1%, 9,2%, 4,9% e 7,8%, respectivamente, enquanto as importações cederam 7,0%, 2,3%, 5,6% e 6,5% respectivamente. O comércio alemão teve desempenho ligeiramente melhor do que em outras economias da União Europeia do G-20, com as vendas caindo 3,5% e as compras, 2,4%.
Na China, as exportações diminuíram 9,3% e as importações 7,0% no primeiro trimestre de 2020, enquanto no Japão as exportações tiveram decréscimo de 4% e as importações, de 4,4%. “O comércio manteve-se razoavelmente bem na Coreia (as exportações aumentaram 3,3%, enquanto as importações recuaram 1,2%), embora com considerável volatilidade durante o trimestre, refletindo perturbações nas cadeias de suprimentos asiáticas após o surto inicial da epidemia na China”, considerou a OCDE.
As exportações da Austrália cederam 3,7%, refletindo a demanda reduzida de parceiros asiáticos. Ao mesmo tempo, as vendas da Rússia e da Arábia Saudita perderam 9,9% e 10,2%, respectivamente, após o colapso dos preços do petróleo. No Canadá e nos Estados Unidos, as vendas recuaram 4,2% e 1,9%, respectivamente, mas as exportações do México tiveram um ligeiro aumento (1%).
“O Brasil, que foi inicialmente menos exposto no primeiro trimestre de 2020 ao surto de covid-19 do que a maioria das outras economias do G-20, resistiu à tendência geral com exportações e importações subindo ligeiramente (0,9% e 2,8%)”, apontou o relatório da entidade.
Vale lembrar que as medidas de contenção no Brasil começaram a ser aplicadas somente na segunda metade de março. No País, as vendas somaram US$ 55,9 bilhões de janeiro a março e as compras, US$ 44,7 bilhões

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