Com isenção renovada, vale a pena trazer soja e milho de fora do Mercosul?

Com isenção renovada, vale a pena trazer soja e milho de fora do Mercosul?

16:38 - De acordo com analista, as importações de milho do Brasil devem crescer, mas preços do cereal não devem baixar diante da maior oferta

A suspensão da tarifa para importar milho e soja de fora de países do Mercosul não tem significado em maior aquisição de grãos de fora do bloco. Desde que a TEC foi retirada, em outubro do ano passado, as compras de soja e milho de fora do Mercosul representaram apenas 1,8% do volume adquirido.

Para Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio, é preciso fazer as contas para descobrir se é viável trazer os grãos de destinos mais longínquos. Segundo cálculos feitos pela consultoria, para a soja, o valor para importar do interior do Sul/Sudeste do país fica em R$ 173,50 a saca de 60 kg. Para trazer da Argentina, o valor seria de R$ 195,52, enquanto dos Estados Unidos o preço pago seria de R$ de 211,37 reais a saca.

“Falando em farelo e óleo de soja não temos expectativa de muitas importações, pois o custo está muito elevado. Além disso, temos uma entressafra nos EUA, houve quebra na Argentina e os preços do farelo e óleo estão elevados, por isso não devemos buscar esses produtos para abastecimento interno”, avalia Cogo

Em relação ao milho, o valor para importar a saca do interior do Sul/Sudeste seria de R$ 98. Para comprar da Argentina, o valor pago seria de R$ 97,54, enquanto para trazer o cereal dos Estados Unidos o desembolso seria de R$ 109,41 a saca de 60 kg.

“Diante desses números, para algumas regiões do Sul do Brasil, o milho da Argentina talvez seja uma oportunidade para o abastecimento até que a segunda safra chegue ao mercado. Já o milho dos EUA pode ser viável para os produtores do Nordeste, que acessam o milho americano pelo Golfo do México”, diz Cogo.

“As importações do milho poderão ser um pouco maiores, mas muito alinhado com os preços internos. E isso não deve trazer uma pressão de baixa nos preços internos, pois grande parte das safras de milho e soja já estão comercializadas”, finaliza o analista.

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