Com 14 mil militares, Colômbia mobiliza sua maior unidade na história recente em tensa região da fronteira com a Venezuela

Com 14 mil militares, Colômbia mobiliza sua maior unidade na história recente em tensa região da fronteira com a Venezuela

17:36 - Estado de Norte de Santander é um dos mais violentos do país, onde criminosos atiraram em um helicóptero com o presidente Iván Duque em junho

A Colômbia mobilizou uma nova unidade de 14 mil militares na quarta-feira para aumentar o controle do governo em um ponto de conflito perto da fronteira com a Venezuela, onde vários grupos armados competem pelo controle da produção de cocaína.

A nova unidade, conhecida pela sigla Cenor (Comando Específico do Norte de Santander), mobilizada no estado nordestino de Norte de Santander, é a maior da história recente da Colômbia.

Durante uma cerimônia para marcar o lançamento do Cenor na quarta-feira, o presidente Iván Duque disse que a unidade buscará acabar com o tráfico de drogas e o terrorismo, além de derrubar o financiamento para o crime organizado.

O Cenor enfrentará membros dissidentes dos rebeldes desmobilizados das Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que rejeitam um acordo de paz de 2016, guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) e grupos criminosos, incluindo o Clan del Golfo, que competem para controlar as plantações de coca, o principal ingrediente da cocaína.

O estado é uma das regiões mais violentas da Colômbia e palco de ataques notórios recentemente.

Em junho, dissidentes das Farc detonaram um carro-bomba numa base militar perto de Cúcuta, ferindo dezenas. Depois, no mesmo mês, tiros foram disparados contra um helicóptero que transportava o presidente colombiano.

A mobilização das tropas será acompanhada de investimentos para combater a pobreza e programas para erradicar as plantações ilegais, de acordo com o governo.

O conflito armado que já dura quase seis décadas na Colômbia matou mais de 260 mil pessoas e forçou milhões a deixarem suas casas.

Há muito tempo, o país acusa a vizinha Venezuela de abrigar grupos armados ilegais e permitir que o tráfico de drogas ocorra em troca de uma parte dos lucros. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nega as acusações.

— Precisamos garantir que não haja conluio, como vimos por parte da ditadura venezuelana, na região de fronteira para patrocinar o tráfico de drogas e outros crimes internacionais — disse Duque.

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