Colômbia prorroga suspensão de voos para o Brasil e visita do presidente a Bolsonaro fica em suspenso

Colômbia prorroga suspensão de voos para o Brasil e visita do presidente a Bolsonaro fica em suspenso

17:48 - Temor pela circulação da nova variante do coronavírus surgida em Manaus gera preocupação em países vizinhos: Peru também continua fechado para voos do Brasil.

Diante dos números preocupantes da pandemia no Brasil, a Colômbia decidiu prorrogar por tempo indeterminado a retomada de voos com o país. Nesta semana, o governo do presidente colombiano, Iván Duque, analisou o cenário sanitário e atento, sobretudo, à nova cepa do coronavírus que surgiu em Manaus, tomou a decisão, que também põe em dúvida a viagem de Duque a Brasília, prevista para o próximo dia 23 de março.

A suspensão é para todos os voos provenientes de aeroportos brasileiros, até mesmo para cidadãos e residentes estrangeiros.

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A preocupação se estende a outros vizinhos, e o Peru também continua fechado para voos do Brasil. Em caso de pessoas que precisem urgentemente viajar, o governo peruano sugere a possibilidade de voar via Chile, ou de algum outro país que não tenha fechado a comunicação aérea com o Brasil. A Argentina mantém a proibição de entrada de estrangeiros – não apenas brasileiros –, mas permite voos entre os dois países para cidadãos argentinos e residentes estrangeiros.

Segundo fontes oficiais, atualmente existe uma lista de espera de cidadãos colombianos que estão no Brasil e querem retornar a seu país. O governo Duque, que no ano passado repatriou cerca de 3.500 pessoas, não tem previsão de voos fretados para trasladar seus cidadãos. Cerca de 430 colombianos estão em São Paulo, 50 em Brasília e 40 em outras cidades brasileiras.

— A medida (suspensão de voos) será reavaliada a cada 15 dias — comentou uma fonte do governo colombiano.

Sobre a visita de Duque – cancelada pela quinta vez desde que surgiu a iniciativa, em dezembro de 2019 –, fontes oficiais lamentam a possibilidade de um novo adiamento. O presidente colombiano expressou grande interesse em visitar o Brasil e selar uma série de acordos com o governo de Jair Bolsonaro. Estão previstos entendimentos em matéria de segurança, cooperação científica e regras tributárias. Os dois governos discutiram a possibilidade de um encontro na fronteira amazônica, no final de fevereiro. Posteriormente, por questões logísticas e diferenças em algumas questões – o presidente colombiano pretendia uma visita aos dois lados da fronteira, já o Brasil preferia realizar o encontro apenas do lado brasileiro –, a reunião foi adiada para o final de março, em Brasília. Agora, a visita de Duque está novamente em dúvida.

Em Bogotá, as notícias que chegam do Brasil não são tranquilizadoras. No Ministério da Saúde, comandado por Fernando Ruiz, teme-se que, caso Duque insista em viajar para Brasília, na volta ao país o presidente e sua comitiva deveriam realizar uma quarentena de 14 dias.

— A nova cepa brasileira ainda é desconhecida e preocupa — reconheceu uma fonte colombiana.

Consultadas, fontes do governo brasileiro disseram que a visita do presidente colombiano está de pé e qualquer modificação caberia ao governo colombiano. Para o Brasil, não existem razões para cancelar o encontro.

No final do mês, o presidente Bolsonaro e uma delegação ainda não informada viajarão para a Argentina, para participar da cúpula pelos 30 anos do Mercosul. Estarão, também, os chefes de Estado do Uruguai, Luis Lacalle Pou, Paraguai, Mario Abdo Benítez, Bolívia (país associado), Luis Arce, e Chile (país associado), Sebastián Piñera.

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