CNA atribui suspensão de carne fresca a ‘medida protecionista’ dos EUA

CNA atribui suspensão de carne fresca a ‘medida protecionista’ dos EUA

Sociedade Rural Brasileira fala em ‘fragilidade’ das instituições do Brasil

BRASÍLIA — A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disse que viu com “perplexidade” a decisão dos Estados Unidos de suspenderem a importação de carne in natura do Brasil e atribuiu a posição como uma “medida protecionista de mercado”. A confederação cobrou dos EUA as “justificativas técnicas e científicas” que embasaram a decisão.

“Os elementos utilizados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para justificar o fechamento do mercado não apresentam risco para a saúde dos consumidores norte-americanos. Esperamos que o governo dos Estados Unidos divulgue as justificativas técnicas e científicas que fundamentaram a decisão, que também pode ser vista como uma medida protecionista de mercado”, disse a CNA, em nota.

A Confederação da Agricultura disse que a decisão dos EUA prejudica ainda mais os pecuaristas brasileiros. Desde o início do ano, os produtores enfrentam quedas nos preços do gado, as consequências da operação Carne Fraca (que revelou esquema de corrupção em que servidores públicos federais concediam atestados falsos para carnes adulteradas) e a delação da maior empresa de carne do país, a JBS.

“Os produtores rurais cumprem as mais rigorosas exigências sanitárias e contribuem com a economia na geração de emprego, renda e alimentos de qualidade”, acrescentou a nota.

 

“FRAGILIDADE INSTITUCIONAL”

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) atribuiu o problema uma “fragilidade institucional”, que afeta a credibilidade do país. A associação disse que o produto de origem animal do Brasil está entre os melhores do mundo, mas há um “descrédito” internacional com o país.

“Aliado a esta dificílima questão, a operação ‘carne fraca’ e, posteriormente, a operação ‘carne fria’ da Polícia Federal identificaram problemas reais de relacionamento promíscuo entre agentes públicos e o setor privado. Problemas que, é verdade, não destroem a qualidade do produto brasileiro, porém, arruínam a credibilidade das instituições que deveriam garantir esta qualidade. A fragilidade institucional existente no País hoje, contudo, permitiu aos concorrentes aproveitar a situação para impor as sanções comerciais ao Brasil nos últimos dias”, diz nota da SRB.

A SRB cobrou uma iniciativa imediata do governo federal para corrigir as questões apontadas pelos Estados Unidos, visando a eliminar os problemas de inspeção.

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