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Cinturão e Rota liga China e Brasil

Cinturão e Rota liga China e Brasil

"A China está construindo linhas de transmissão conectando o Brasil de norte a sul, concluiu o Projeto Belo Monte I transmissão de ultra-alta tensão três meses antes do planejado, e já está em andamento o projeto Belo Monte II. Na Argentina, a China participou da transformação da ferrovia Belgrano de cargas, revitalizando uma ferrovia centenária".

A Iniciativa Cinturão e Rota, proposta pelo presidente Xi Jinping em 2013, consiste em um arrojado projeto de cooperação internacional, que encontra no símbolo histórico da antiga Rota da Seda a sua inspiração.

Tal iniciativa baseia-se na coordenação de políticas, na ampliação dos meios de comunicação, no livre fluxo de comércio, na integração financeira e no entendimento entre os povos.

Além disso, adere aos princípios de consulta extensiva, contribuição conjunta e benefício compartilhado. A proposta é alcançar altos padrões de crescimento, beneficiando a sociedade com metas sustentáveis, visando ao bem-estar e ao desenvolvimento comuns.

Recentemente, realizou-se em Pequim o 2- Fórum do Cinturão e Rota para Cooperação Internacional, que reuniu 40 chefes de Estado e de governo, e diversas organizações internacionais. Os resultados foram frutíferos. As partes chegaram a um consenso amplo sobre a construção conjunta e de alta qualidade do Cinturão e Rota. Na ocasião, foram assinados mais de cem acordos multilaterais e bilaterais no valor de mais de US$ 64 bilhões.

O Cinturão e Rota está enraizado na história da humanidade e aberto ao mundo. Nos últimos seis anos, as zonas econômicas dos países participantes têm avançado consideravelmente, a rede de interconexão tem se desenvolvido, o comércio e o investimento cresceram substancialmente a partir dos projetos

implementados. A África Oriental, por exemno plo, teve a sua primeira via expressa; as Maldivas, a primeira ponte de travessia marítima; e a Bielorrússia, a sua própria indústria de automóveis. No Sudeste Asiático, estão em consde trução as ferrovias de alta velocidade, e os

trens China-Europa tornaram-se o maior elo ao de cooperação na Região Euroasiática, transformando-se num poderoso ímpeto para a re- 2cuperação da economia mundial. A América Latina não é exceção. Como extensão natural do Cinturão e Rota, ela se tornou o segundo maior destino de investimentos externos da China, precedida apenas pela

Ásia. Em 2018, o volume de negócios bilatedo rais entre a China e os países latino-americanos atingiu US$ 307,4 bilhões. No final de 2017, o investimento chinês na América Latina somou US$ 387bilhões.

A China está construindo linhas de transmissão conectando o Brasil de norte a sul, concluiu o Projeto Belo Monte I transmissão de ultra-alta tensão três meses antes do planejado, e já está em andamento o projeto Belo Monte II. Na Argentina, a China participou da transformação da ferrovia Belgrano de cargas, revitalizando uma ferrovia centenária.

No Equador, a China construiu a usina hidrelétrica de Sinclair, com uma capacidade instalada total de 1.500 MW, para atender à demanda de eletricidade de um terço da população do país. Para os países latino-americanos, os investimentos chineses promoveram a melhoria da intercomunicação regional e do seu vínculo com o mundo inteiro, beneficiando, assim, todos os povos.

O Brasil é um grande país emergente, com influência global. Sob a iniciativa Cinturão e Rota, a cooperação sino-brasileira é muito promissora. Em primeiro lugar, o Brasil terá grandes oportunidades de financiamento, que se tornarão uma força motriz para a sua economia.

Segundo, expandirá o mercado para as empresas brasileiras, aumentando sua capacidade de produção e gerando empregos. Terceiro, a rede de infraestrutura será aprimorada, havendo uma melhoria na interconexão e interoperabilidade. Quarto, ajudará a China e o Brasil a aproveitarem as oportunidades da Quarta Revolução Industrial, beneficiando as duas nações.

E, por fim, irá promover a cooperação e o intercâmbio cultural, melhorando o conhecimento e a amizade entre os nossos povos. E impossível separar pessoas com objetivos e ideais comuns; nem mesmo montanhas e mares os separam. Embora existam uma longa distância e condições nacionais diferentes entre a China e o Brasil, as suas vantagens são complementares e óbvias.

O ano de 2019 celebrará o 45Q aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas sino-brasileiras, e o Brasil será sempre bem-vindo a aproveitar as oportunidades e extrair ao máximo as suas vantagens únicas, possibilitando a prosperidade para o país através da nossa união na Iniciativa Cinturão e Rota.

Li Yang é cônsul-geral da China no Rio

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