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Chineses terão um banco no Brasil para chamar de seu

Chineses terão um banco no Brasil para chamar de seu

Sexto maior grupo global de máquinas para infraestrutura terá Ia instituição com capital 100% estrangeiro autorizada a operar no país

0 sexto maior grupo mundial do setor de maquinário para infraestrutura, o chinês Xuzhou Construction Machinery Group (XCMG), decidiu ingressar no setor bancário. No Brasil. O grupo anunciou ontem a criação de uma instituição financeira para financiar o setor de máquinas.

Nem mesmo na China o grupo atua no setor. Trata-se da primeira instituição com capital 100% estrangeiro a obter autorização de funcionamento junto ao Banco Central, e deve começar a operar em março. No Brasil, todos os nossos concorrentes possuem bancos que financiam seus clientes e fornecedores. Por isso, o grupo XCMG decidiu apostar na abertura de um banco para financiar o crescimento da indústria disse WayChien, gerente jurídico da XCMG no Brasil.

O foco é atender empresas chinesas, especialmente fornecedores. Mas a instituição também está de olho em companhias chinesas que vão chegar ao país atraídas pelos leilões de privatização e em empresas brasileiras de mineração e construção civil que são clientes do grupo.

Haverá R$ 100 milhões de capital próprio para financiamentos. O banco também quer recursos do BNDES viaFiname (Financiamento de Máquinas e Equipamentos) e pretende terminar o ano com R$ 400 milhões em empréstimos. A idéia é consolidar a operação no Brasil e expandir a outros países da América do Sul, como Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, entre outros disse Roberto Pontes, vice-presidente do banco, recrutado no Daycoval.

Outros 15 profissionais estão sendo recrutados em bancos de montadoras. A meta da instituição é atingir o ponto de equilíbrio, quando custos e despesas são iguais à receita, em três anos. O banco pretende oferecer arrendamento mercantil, investimentos, capital de giro e atuar em fusões e aquisições. O grupo XCMG não é estreante no Brasil.

Em 2014, inaugurou um parque industrial em Pouso Alegre, Minas Gerais, com investimento de US$ 500 milhões. No mesmo local ficará também a sede do banco. O parque tem capacidade anual de montagem de 7 mil máquinas, entre caminhões, guindastes, carregadeiras, escavadeiras, motoniveladoras e rolos compactadores. O grupo começou a estudar o mercado brasileiro em 2011. Em 2014, veio a crise.

As estimativas para a economia brasileira eram as melhores possíveis, mas veio a crise. Hoje, temos cerca de 40 mil metros para alugar disse WayChien. Por isso, a empresa obteve autorização para montar uma espécie de condomínio de empresas no parque de Pouso Alegre. Uma fabricante chinesa de motores vai ser a primeira `inquilina` do condomínio.

O presidente global do XCMG, Wang Min, disse que a América do Sul é o quarto maior mercado para o grupo, e o Brasil representa 60% do mercado sul-americano. Segundo Wang, o objetivo da criação do banco é também ajudar o capital chinês a desembarcar no Brasil.

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