China vai cortar imposto sobre veículos dos EUA para aliviar tensões comerciais

China vai cortar imposto sobre veículos dos EUA para aliviar tensões comerciais

País suspenderá por três meses tarifa adicional de 25% que havia imposto a itens americanos

O Ministério das Finanças da China informou, nesta sexta-feira, que vai suspender as tarifas adicionais a veículos fabricados e autopeças fabricadas nos Estados Unidos por três meses, a partir de 1º de janeiro de 2019, num esforço para desarmar as tensões comerciais com a maior economia do mundo. O governo vai suspender as tarifas de 25% sobre 144 veículos dos EUA e itens de autopeças e de 5% em 67 itens, entre 1º de janeiro e 31 de março de 2019, informou o ministério em comunicado em seu site. No início desta semana, a Bloomberg News informou que a China estava considerando cortar os impostos sobre as importações dos EUA, um passo já anunciado pelo presidente Donald Trump em um tweet.

O Ministério das Finanças também disse que espera que China e Estados Unidos possam acelerar as negociações para remover todas as tarifas adicionais sobre os bens de cada país.
De acordo com a Bloomberg News, a redução temporária de impostos ocorre no momento em que o país se prepara para seu primeiro declínio anual de vendas de veículos em 28 anos, em meio à guerra comercial e a uma desaceleração econômica que está minando o consumo dos chineses. A tarifa de 25% em todos os veículos fabricados nos EUA foi a espinha dorsal da resposta da China a uma guerra comercial instigada por Trump à medida que ele busca redefinir as relações comerciais e estimular a produção nos EUA.

As vendas de carros na China caíram por seis meses consecutivos após décadas de crescimento quase ininterrupto. Embora houvesse outros fatores, a política de olho por olho entre as maiores economias do mundo tiveram um papel importante. A medida da China reduziria as tarifas dos carros fabricados nos EUA para 15% dos atuais 40%, alinhada com o que outros países pagam.
A decisão da China pode dar uma pausa para as montadoras americanas, como a Tesla. As montadoras alemãs, como a BMW AG e a Daimler AG, também se beneficiariam ao trazer para a China os carros fabricados nos EUA.

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