China promete aumentar importações de países do sudeste asiático

China promete aumentar importações de países do sudeste asiático

17:26 - O comércio da China com os 10 países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) cresceu 38%, para US$ 410,7 bilhões, no 1º semestre de 2021

Autoridades chinesas prometeram aumentar as importações de países que formam a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) antes da inauguração de uma nova ligação ferroviária com o bloco.

Discursando na 18ª Cúpula de Negócios e Investimentos China-Asean, o vicepresidente chinês, Wang Qishan, disse que os países da região precisam promover mmedidas para acelerar o desenvolvimento e a recuperação econômica.

“Trataremos a Asean como uma prioridade na diplomacia de vizinhança da China”, disse Wang, no encontro entre diplomatas, empresários e autoridades dos países do bloco.

“A China importará mais produtos distintos da Asean, expandirá o investimento mútuo, aprofundará a cadeia de abastecimento industrial e promoverá a cooperação LancangMekong”, acrescentouele, referindo-se a um corredor econômico com a Indochina.

O comércio da China com os 10 países da Asean cresceu 38%, para US$ 410,7 bilhões, no primeiro semestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações para o bloco avançaram para US$ 225,8 bilhões e as importações chegaram a US$ 184,9 bilhões.

O primeiro-ministro de Laos, Phankham Viphavahn, disse, nesta sexta-feira (10), que o país abrirá sua primeira ligação ferroviária com a China em 2 de dezembro. A ferrovia de 426 km, financiada por meio da Iniciativa do Cinturão e da Rota, vai da capital Vientiane até Boten, na fronteira chinesa.

Ao sul, a linha será estendida posteriormente para ligar Vientiane a Bangcoc, na Tailândia. Os trabalhos da primeira fase das obras já começaram. O trecho deve ser concluído em 2026.

O vice-primeiro-ministro de Cingapura, Heng Swee Keat, afirmou que as remessas por um corredor de transporte conhecido como Conectividade de Chongqing, que envolve rotas marítimas e terrestres entre a China e o Sudeste da Ásia, aumentaram 30% no ano passado.

Os apelos para acelerar o comércio ocorrem num momento em que crescem as preocupações de que o crescimento da China, principal motor econômico da região, possa estar perdendo ímpeto.

Apoiado pela forte demanda de seus principais parceiros comerciais, em meio a surtos provocados pela variante delta da covid-19, as exportações chinesas superaram as expectativas do mercado em agosto, aumentando 25,6% na comparação com o ano anterior, após um crescimento de 19,3% em julho. Já as importações avançaram 33,1%, ante 28,1% em julho.

Li-Gang Liu, economista-chefe do Citigroup para a China, disse, em uma nota a clientes na quarta-feira (8), que o “forte crescimento” das exportações chinesas “não deve se repetir no resto do ano”.

Com a reabertura econômica dos países desenvolvidos, Liu espera que os consumidores redirecionem seus gastos dos bens para os serviços. Além disso, o yuan valorizado pode prejudicar a competitividade chinesa.

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino