Chanceler descarta . presença de tropas dos EUA no Brasil

Chanceler descarta . presença de tropas dos EUA no Brasil

Em Washington, Ernesto Araújo rejeita receber soldados americanos para ajudar a Venezuela

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, descartou ontem, em Washington, a possibilidade de receber tropas americanas em território brasileiro para trabalhar na abertura de um canal de apoio à população da Venezuela. `Qualquer que seja a maneira de fazer chegar ajuda humanitária, temos certeza que não é necessário ter tropas americanas ou de outro país. Nós teríamos condições de proporcionar alogística para isso com nossos próprios meios`, afirmou.

Araújo se reuniu ontem com o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton. Segundo o chanceler, os dois conversaram sobre `visões de mundo dos dois países` e da expectativa de que Brasil e ELTA possam fazer muita coisa em conjunto, como no caso da Venezuela. `É uma visão estratégica de como precisamos estar mais juntos em muitas coisas, tanto na parte econômica quanto em segurança e defesa`, afirmou. Ainda segundo ele, os dois países enxergam a situação da Venezuela de maneira muito semelhante e com `apoio total ao processo de transição democrática` presidido pelo líder opositor Juan Guaidó. Após o encontro, Bolton disse no Twitter que as relações entre os EUA e o Brasil `são mais fortes do que nunca`.

Ajuda humanitária.
Araújo também disse que o Brasil avalia a forma de enviar ajuda humanitária à Venezuela. `Estamos criando um processo de coordenação em Brasília para ver exatamente como seria alogística, como poderíamos ajudar com essa questão do trânsito da ajuda humanitária`, afirmou o chanceler, sem responder se a ajuda poderia entrar pela fronteira com o Brasil.

A ajuda humanitária à Venezuela tem sido oferecida pela comunidade internacional desde o reconhecimento de Guaidó como presidente interino, frente à crescente pressão doméstica e internacional pela saída de Nicolás Maduro do poder e a convocação de eleições presidenciais.

Ontem, Araújo também se reuniu com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, por mais de uma hora. Como informou o chanceler em entrevista ao Estado, a viagem a Washington tem como objetivo preparar avisita do presidente Jair Bolsonaro para u m encontro com o presidente americano, Donald Trump, em março.

De acordo com Araújo, avisita de Bolsonaro deve ter um `componente comercial muito forte`. `Queremos voltar para o Brasil, coordenar isso tudo com o Ministério da Economia e apresentar as nossas idéias para que haja resultado muito concreto na visita`, afirmou.

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