Chanceler de Bolsonaro tem primeira conversa por telefone com chefe da diplomacia de Biden

Chanceler de Bolsonaro tem primeira conversa por telefone com chefe da diplomacia de Biden

11/02 Este foi o primeiro contato telefônico entre os dois, e Itamaraty dz que diálogo foi 'excelente'

Três semanas depois da posse do democrata Joe Biden, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o novo secretário de Estado americano, Antony Blinken, trocaram um telefonema na manhã desta quinta-feira. Em uma rede social, o Itamaraty afirmou que os chefes das diplomacias dos dois países tiveram uma "excelente conversa", e que ambos confirmaram o compromisso com o fortalecimento das relações bilaterais, "ancoradas nos valores compartilhados entre essas duas grandes democracias".

O Itamaraty citou como exemplos de temas tratados comércio, investimentos, defesa da democracia, clima e meio ambiente, direitos humanos e enfrentamento da Covid-19. Já o Departamento de Estado disse, em nota, que os dois chanceleres "expressaram seu compromisso de combater a pandemia da Covid-19 e as mudanças climáticas, bem como aumentar a cooperação regional, apoiando a conservação ambiental e promovendo os direitos humanos".

Este foi o primeiro contato telefônico entre as duas autoridades, mas o ministro brasileiro já havia trocado mensagens com o secretário de Estado nos últimos dias. Ernesto Araújo usou sua conta no Twitter para dizer que foi uma conversa longa e produtiva e que a agenda bilateral é 100% positiva. Afirmou ter ficado claro, no telefonema, que há "excelente disposição e amplas oportunidades" para que os dois países continuem construindo uma parceria profunda.

"Encontramos convergência de visões sobre a centralidade da democracia e grande empenho em trabalhar juntos nas questões do comércio, do clima e promoção de direitos humanos. EUA seguem sendo parceiro-chave na transformação do Brasil em torno da liberdade econômica e política", disse Araújo.

No Twitter, Blinken disse ter sido "um prazer falar com o chanceler brasileiro". "Espero trabalhar com o Brasil para expandir nossa parceria econômica, de segurança e democrática."

No fim de janeiro, o chanceler enviou uma carta a Blinken, em que destacou a "agenda robusta" nas relações bilaterais. Em seguida, durante um debate virtual no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, há duas semanas, o chanceler brasileiro chamou os EUA de "superpotência da liberdade" e disse que o Brasil tem interesse em se juntar a uma aliança de países democráticos — projeto internacional abordado por Joe Biden ainda durante a campanha.

Fã de Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro foi um dos últimos chefes de Estado a reconhecer a eleição de Biden. No mês passado, Bolsonaro enviou uma carta ao novo presidente americano em que disse esperar que os dois países mantenham excelentes relações.

Se depender do governo brasileiro, a agenda bilateral que vigorava na gestão de Trump será mantida. Algumas questões preocupam o governo brasileiro. Uma delas é a manutenção do apoio à candidatura do Brasil a membro da Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE). A promessa de um acordo de livre comércio, o acordo que viabilizou o uso pelos americanos do centro de lançamento de satélites de Alcântara (MA) e a concessão de um tratamento especial do Brasil como aliado militar preferencial fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) são outros exemplos.

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