Candidatura à OCDE ajudará na abertura da economia brasileira

Candidatura à OCDE ajudará na abertura da economia brasileira

Candidato a fazer parte do clube de 35 países que compõem a Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil terá de retomar o processo de abertura comercial, interrompido no início dos anos 2000, se quiser ser aprovado como membro do gigantesco organismo internacional que tem sede em Paris.

Candidato a fazer parte do clube de 35 países que compõem a Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil terá de retomar o processo de abertura comercial, interrompido no início dos anos 2000, se quiser ser aprovado como membro do gigantesco organismo internacional que tem sede em Paris. Segundo integrantes do governo e analistas, além de deixar de ser uma das economias mais fechadas do mundo, o Brasil também terá de se adequar a regras de investimentos e à não discriminação de empresas estrangeiras em compras governamentais, Por outro lado, receberá uma espécie de `selo de qualidade` que o tornará mais atraente para investidores.

Segundo dados do Banco Mundial, em 2015 o grau de abertura do Brasil (o fluxo de comércio do país como proporção do Produto Interno Bruto, PIB) era de de 27%, enquanto México e Chile, os dois únicos países latino-americano na OC- DE, registram 73% e 60%, respectivamente. No Brics, a África do Sul tem grau de abertura de 72%; a Rússia, de 49%; a índia, de 42%; e a China, de 40%.

Abrir o mercado brasileiro não será fácil. A exceção do agronegócio, boa parte dos setores industriais brasileiros é tida como sensível aos importados e, por isso, tem tarifas de importação elevadas, de até 35%. São exemplos as áreas automotiva, eletroeletrônica e de bens de capital. Para o ex-presidente do Banco Central e atual diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos Langoni, o Brasil tem um histórico de protecionismo exagerado e duradouro.

Segundo Langoni, o custo-beneficio da adesão é plenamente favorável. O Brasil teria que arcar com algo em torno de US$ 15 milhões por ano, quantia que, seu ver, cabe plenamente no Orçamento, levando-se em conta importância do projeto.

A entrada na OCDE significa que o Brasil vai entrar nas melhores práticas internacionais no que se refere à governança corporativa e pública. O risco Brasil cai. Se um país é da OCDE, ganha um selo de qualidade. É como um investment grade (grau de investimento, classificação concedida pelas agências de risco) disse secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão. ses ricos, como Estados e Japão. De acordo com o tário, não é possível saber do sairá a resposta. O Chile, exemplo, demorou três para entrar. Antes do quatro países solicitaram da na OCDE: Argentina, Bulgária e Romênia.

Alex Agostini, economistachefe da Austing Rating, a iniciativa, por ver vantagens para o Brasil:

Se há alguma desvantagem, é que o Brasil precisa partilhar com os demais bros suas experiências cesso nos diversos campos economia. Para alguns isso pode ser um prejuízo. principal destaque para críticos é que o Brasil é o exemplo mundial de dade no agronegócio. vejo como maior

Entrar no grupo tornaria país mais atraente para investidores de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos Langoni, o Brasil tem um histórico de protecionismo exagerado e duradouro.

Segundo Langoni, o custo-beneficio da adesão é plenamente favorável. O Brasil teria que arcar com algo em torno de US$ 15 milhões por ano, quantia que, a seu ver, cabe plenamente no Orçamento, levando-se em conta a importância do projeto.

A entrada na OCDE significa que o Brasil vai entrar nas melhores práticas internacionais no que se refere à governança corporativa e pública. O risco Brasil cai. Se um país é da OCDE, ganha um selo de qualidade. É como um investment grade (grau de investimento, classificação concedida pelas agências de risco) disse o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão.

AGRONEGÓCIO PREOCUPA CRÍTICOS

Com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, Estevão entregou uma carta à OCDE, no início de junho, pedindo a entrada do Brasil no organismo, que reúne, em sua maioria, países ricos, como Estados Unidos e Japão. De acordo com o secretário, não é possível saber quando sairá a resposta. O Chile, por exemplo, demorou três anos para entrar. Antes do Brasil, quatro países solicitaram entrada na OCDE: Argentina, Peru, Bulgária e Romênia.

Para ser aceito, o Brasil terá que adotar ou renegociar 270 instrumentos (recomendações, decisões, declarações). Um ponto a favor é que o país já participa de 23 comitês da OCDE.

Alex Agostini, economistachefe da Austing Rating, elogia a iniciativa, por ver muitas vantagens para o Brasil:

Se há alguma desvantagem, é que o Brasil precisa compartilhar com os demais membros suas experiências de sucesso nos diversos campos da economia. Para alguns críticos, isso pode ser um prejuízo. O principal destaque para esses críticos é que o Brasil é o maior exemplo mundial de produtividade no agronegócio. Mas eu vejo como maior vantagem comparativa do Brasil suas condições climáticas e disponibilidade de terra, fato que não tem como ser transferido.

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