Brasileira União Química produz primeiro lote com 100 mil doses da vacina Sputnik V para exportação

Brasileira União Química produz primeiro lote com 100 mil doses da vacina Sputnik V para exportação

20/05 No Brasil, imunizante russo ainda não foi aprovado pela Anvisa

A farmacêutica brasileira União Química concluiu a produção de seu primeiro lote da vacina contra a Covid-19 Sputnik V com ingredientes ativos e tecnologia fornecida pela Rússia.

O lote foi apresentado na sede do laboratório em Guarulhos, São Paulo, durante entrevista coletiva. Participaram o vice-presidente de operações, José Luís Junqueira; Daniel Araújo, diretor de assuntos regulatórios; e Paula Melo, vice-presidente de qualidade, assuntos regulatórios e inovação. Produzidos e envasados pela União Química, os lotes são apresentados na forma de ampolas unidose. Eles podem ser armazenados em refrigerador comum (2ºC a 8ºC). A capacidade de envase da União Química é de 8 milhões de doses por mês, atingindo até 100 milhões de doses por ano.

De acordo com a agência Reuters, a vacina será exportada para países vizinhos da América do Sul, já que, no Brasil, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não aprovou a vacina russa. Ainda não foram divulgados a relação de países que vão receber este primeiro lote.

Segundo informou o jornal "Valor Econômico", o presidente da companhia, Fernando de Castro Marques, disse que, nessa primeira etapa, foram feitas 100 mil doses que serão exportadas para países da América Latina.

O Instituto Gamaleya de Moscou, que desenvolveu a vacina, disse ter feito o controle de qualidade das doses, que foram colocadas em frascos e embaladas para embarque — processo conhecido como fill and finish — na fábrica da União Química, em Guarulhos, nos arredores de São Paulo.

A vacina russa foi aprovada em 65 países. Na América Latina, Argentina, Paraguai, México, Equador e Venezuela são alguns dos países que adotaram o imunizante.

A Sputnik V era a aposta dos governos dos estados do Nordeste, que compraram 37 milhões de doses para impulsionar a vacinação. Mas, no fim de abril, a Anvisa negou, por unanimidade, o pedido de importação excepcional da vacina Sputnik V, feito por dez estados. Técnicos responsáveis por três áreas da agência foram contra a autorização devido à falta de dados sobre segurança e eficácia. Segundo eles, a permissão pode colocar em risco a vida de milhões de brasileiros.

A União Química tem um acordo assinado com o Ministério da Saúde para o fornecimento de 10 milhões de doses da Sputnik V. Essas vacinas, porém, devem ser produzidas na Rússia.

Produção de fórmula 100% no Brasil
Segundo o "Valor", a União Química já investiu R$ 100 milhões nas unidades de envase em Guarulhos (SP) e na biotecnológica em Brasília. Além disso, outros US$ 30 milhões foram aplicados na compra dos equipamentos para dar início ao IFA da Sputnik V.

“Será a primeira vacina contra a Covid-19 produzida totalmente no Brasil, incluindo o IFA. Assim que os equipamentos chegarem vamos dar entrada junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para inspeção da fábrica”, explicou o presidente da União Química ao jornal. A capacidade de produção é de 8 milhões de doses por mês.

O executivo disse ainda que a produção será iniciada mesmo sem a aprovação do registro da vacina pela Anvisa, pois, a companhia irá fornecer o imunizante para a América Latina.

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