Brasil teme que ação fortaleça Maduro na ONU

Brasil teme que ação fortaleça Maduro na ONU

O governo brasileiro afirmou ontem não ter copatrocinado o projeto do Grupo de Lima de apresentar uma resolução contra a Venezuela na ONU porque uma eventual derrota na votação daria a impressão de fortalecimento do regime do presidente Nicolás Maduro.

O governo brasileiro afirmou ontem não ter copatrocinado o projeto do Grupo de Lima de apresentar uma resolução contra a Venezuela na ONU porque uma eventual derrota na votação daria a impressão de fortalecimento do regime do presidente Nicolás Maduro.

O Estado revelou, em sua edição de terça-feira, a decisão do Grupo de Lima de recorrer ao Conselho de Direitos Humanos da ONU com um projeto de resolução que condena o governo venezuelano. Na reunião do órgão, dia 11, o texto proposto daráum mandato para que peritos das Nações Unidas façam informes periódicos sobre os abusos na Venezuela. Esta seria uma formade aumentar apressão sobre Maduro e ampliar seu isolamento internacional.

No entanto, o Grupo de Lima e os países europeus se surpreenderam com a decisão do Brasil. Rapidamente, em Genebra, o gesto foi interpretado como um reflexo do turbulento processo eleitoral brasileiro. Mesmo assim, negociadores estrangeiros indicaram que a ausência do Brasil deve enfraquecer o projeto.

O governo, porém, explicou sua posição. Ao Estado, o embaixador Tarcísio Costa, chefe da assessoria de imprensa do Itamaraty, disse que o risco de que a resolução seja rejeitada no Conselho de Direitos Humanos pode ser contraproducente nos esforços para pressionar Maduro. `Uma resolução com número expressivo de votos contrários, o que poderá ser o caso diante da capacidade de mobilização da Venezuela junto aos não alinhados, não contribui para o reforço da pressão internacional contra Maduro.`

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