Brasil sobe um posto e é 71° em competitividade

Brasil sobe um posto e é 71° em competitividade

O Brasil tem a 71a melhor competitividade global entre 141 países, ganhando uma posição 11a comparação com o ano passado, em ranking do Fórum Econômico Mundial.

A falta de visão de longo prazo do governo é mencionada como um dos problemas mais urgentes que o país precisa enfrentar para pavimentar um melhor desempenho da economia.

Depois de despencar diversas vezes no ranking, o país registrou uma ligeira recuperação nos últimos anos. Em maio, o país ganhou também uma posição na classificação do International lnstitute for Management Development (IMD), escola de administração de Lausanne (Suíça), ficando em 60- lugar, à frente apenas de Croácia, Argentina, Mongólia e Venezuela.

Em seu novo `Relatório Global de Competitividade`, o Fórum Econômico Mundial avalia os países com base em 103 indicadores oiganizados em 12 pilares, usando as mais recentes estatísticas de organizações internacionais e pesquisa com grandes executivos. A pontuação varia de zero a cem, do pior para a melhor.

A pontuação da competitividade do Brasil é 60,9, ficando na média global Cingapura, que ultrapassou os EUA, foi apontado como a economia mais competitiva do mundo, com 84,8 pontos. EUA, Hong Kong, Holanda, Suíça, Japão, Alemanha, Suécia, Reino Unido e Dinamarca completam o pelotão dos dez principais no ranking global.

O Brasil é considerado como apenas a oitava economia mais competitiva na América Latina e Caribe. E tem a menor competitividade entre os grandes emergentes integrantes do Brics: China (28a lugar no levantamento geral), Rússia (432), África do Sul (60a) e índia (68a),

O ganho de uma posição neste ano pelo Brasil é atribuído à simplificação significativa de regulações para começar e fechar negócios, o que impulsionou o pilar de dinamismo empresarial (avanço de 7,8 pontos, ou 67a posição entre os 141 países). Também a inflação baixa e uma ligeira melhora 11a eficiência do mercado de trabalho (105a) ajudaram 11a subida 110 ranking. A competitividade da economia brasileira se beneficia igualmente de uma alta capacidade de inovação, categoria em que o país está na 40- posição. Mas o relatório, que foca desafios da Quarta Revolução Industrial, mostra que várias economias com forte capacidade de inovação, como Coréia do Sul, Japão e França, ou em crescente inovação China, índia e Brasil, por exemplo precisam melhorar a qualificação de seu pessoal e o funcionamento de seus mercados de trabalho.

O relatório considera que, para o Brasil reforçar a competitividade na cena internacional, deve começar por progressos na estabilidade macroeconômica (hoje na 115a posição). E que isso precisa ser acompanhado por maior abertura comercial (125-), especialmente na redução das tarifas de importação aplicadas, de 12,5% na média (i28) e de barreiras não tarifárias (135a).

Também avalia que o Brasil precisa ter uma estabilidade governamental mais sólida (hoje na 130a posição entre 141 países examinados). Menciona que líderes empresariais brasileiros consultados classificam excesso de burocracia (141 a) e falta de visão de longo prazo do governo (129a) entre as prioridades mais urgentes para relançara competitividade do país, seguidas de perto pelo combate a excessivas distorções tributárias (136a).

Para o Fórum Econômico Mundial, com a economia global tentando ser mais inclusiva e sustentável, espera-se mais e mais dos governos na adoção de padrões sociais e ambientais, e que visão de longo prazo é um fator vital para alcançar esse objetivo.

A constatação, de forma geral, é de que uma década depois da pior crise economica dos últimos tempos e de USS 10 trilhões de estimulo fiscal, a maioria das economias continua com a competitividade estagnada. A situação é ainda mais preocupante num contexto de mudanças geopolíticas e tensões comerciais que alimentam as incertezas e podem precipitar a economia global numa desaceleração mais acentuada.

0 relatório destaca a fragilidade da base econômica de vários países emergentes e de menor desenvolvimento, o que os deixa especialmente vulneráveis a choques. Observa que, de seu lado, países como Suécia, Dinamarca e Finlândia estão tanto entre as economias tecnologicamente mais avançadas, inovadoras e dinâmicas no mundo, como asseguram melhores condições de vida e proteção social, e têm políticas mais coerentes e sustentáveis do que muitos de seus parceiros com similar nível de competitividade. Outra constatação deste ano é a de que executivos de Estados Unidos, China, Alemanha, França e Reino Unido acham que o poder de mercado de grandes companhias se intensificou nos últimos dez anos.

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