Bolivia  ●  Chile  ●  Evo Morales  ●  Islas Malvinas  ●  Mercosur  ●  Mercosur-UE  ●  Venezuela

Brasil se mantém protecionista e fechado, diz OMC

Brasil se mantém protecionista e fechado, diz OMC

País não muda política comercial e barra investimento externo em setores como mineração e bancos, afirma órgão. Setor agrícola perde força nas exportações globais, e expectativa é de crescimento econômico limitado

A economia brasileira continua bastante fechada ao comércio global, aponta relatório sobre o Brasil divulgado nesta segunda-feira pela OMC (Organização Mundial do Comércio).

O país não teve mudanças significativas na formulação de suas políticas comerciais nos últimos quatro anos e mantém programas de proteção a produtores nacionais, segundo a organização

A OMC reforça que alguns setores permanecem bastante limitados ao investimento externo, em especial os de energia nuclear, serviços financeiros, saúde, aéreo, terras, mídia, mineração e exploração de hidrocarbonetos.

O documento destaca ainda outros desafios, como um sistema tributário complexo e um baixo investimento em infraestrutura e inovação. Olhando adiante, a OMC diz que o cenário para o Brasil é de crescimento fraco por período prolongado e economia vulnerável às incertezas políticas, bem como a atrasos nas reformas fiscais.

O Brasil segue como o terceiro maior exportador agrícola mundial, atrás da União Europeia e dos EUA, mas perdeu participação no total. O país responde por 5,1% do total global de exportações agrícolas, ante fatia de 7,3% observada na revisão anterior, feita pela OMC em 2013. Mais da metade das exportações é de produtos primários. Soja, carnes, cana-de-açúcar, madeira e café representaram 27,5% do total exportado em 2016 (22% em 2012).

A participação de exportadoras entre as companhias brasileiras se mantém reduzida, refletindo uma integração bastante limitada do país em cadeias globais de valor, além de uma rede modesta de acordos comerciais.

A proteção tarifária segue como um dos principais instrumentos de política comercial do país, com destaque para vestuário, têxteis e equipamentos de transporte. Entre os parceiros comerciais, o relatório lembra que a União Europeia ainda é destaque como bloco, embora a China tenha se tornado o principal destino das exportações em 2015.

Nesta segunda-feira (17), primeiro dia em que as autoridades brasileiras foram sabatinadas na OMC, a delegação do país admitiu que a visão do Brasil como economia fechada seria `parcialmente verdadeira`, mas alegou intensificar esforços para negociar novos acordos regionais de livre-comércio com seus parceiros do Mercosul, além de trabalhar para concluir um acordo com a UE e aprofundar acordos existentes com México e Índia.

Representantes do Brasil disseram estar em curso conversas exploratórias com Canadá, Líbano, Tunísia, Austrália e Nova Zelândia. O empenho do governo em abrir ao setor privado os setores de transporte aéreo e de serviços marítimos foi lembrado, assim como a polêmica discussão sobre a compra de terras por estrangeiros. Quase 40 membros da OMC comentaram as políticas comerciais do Brasil, que recebeu mais de 700 perguntas sobre práticas comerciais.

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino