Brasil receberá 3,7 milhões de doses de vacinas da OMS neste fim de semana

30/04/2021
Política UOL- Brasil

Brasil receberá 3,7 milhões de doses de vacinas da OMS neste fim de semana

16:58 - O Brasil receberá neste domingo 3,7 milhões de doses de vacinas do mecanismo da Covax, a aliança criada pela OMS para garantir que a distribuição de imunizantes pelo mundo possa ocorrer.

De acordo com fontes na agência mundial da Saúde, o Ministério da Saúde foi informado na tarde desta sexta-feira que um primeiro lote com 2 milhões desembarca no Brasil na manhã no domingo. No final do dia, outros 1,7 milhão de doses também chegarão.

As vacinas são fabricadas pela AstraZeneca e o temor era de que, com a crise na Índia, o abastecimento para países em desenvolvimento fosse afetado. No caso do Brasil, a previsão era de que 4 milhões de doses seriam enviadas em abril. Mas o carregamento acabou sofrendo um atraso relativamente pequeno, em comparação aos demais países.

No total, o Brasil adquiriu 42 milhões de doses da vacina da Covax, o suficiente para atender a 10% da população nacional com duas doses por pessoa. Por enquanto, porém, apenas 1,2 milhão de doses tinham sido destinadas ao Brasil,

A previsão da OMS era de que, até final de maio, 10 milhões de doses seriam entregues ao Brasil. Mas o cronograma foi afetado diante da escassez do produto no mercado global.

Nesta sexta-feira, em coletiva de imprensa na OMS, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um apelo internacional para que governos de países ricos que tenham doses extras de vacinas examinem a possibilidade de liberar os imunizantes para acelerar a campanha de vacinação no país.

Em reuniões nas últimas semanas, o governo também fez apelos para que a OMS antecipasse envios de vacinas ao Brasil. A agência indicou que faria o "possível e o impossível" para garantir o abastecimento diante do número elevado de mortes no país.

Em abril, porém, as doses prometidas não chegaram e acabarão desembarcando neste fim de semana.

A cooperação entre o governo e a OMS se contrasta com meses de tensão entre o governo de Jair Bolsonaro e a agência. O Planalto atacou a OMS, seu diretor e fez questão de anunciar que não iria seguir as recomendações da entidade. O Palácio do Planalto ainda questionou a aproximação dos chineses à agência e levantou a possibilidade de seguir caminhos parecidos ao dos EUA, deixando a OMS.

Em 2020, num dos poucos eventos internacionais do qual participou o exministro Eduardo Pazzuelo, o general não citou as mortes no país e disse que o Brasil era "líder na recuperação de doentes". Já a ex-embaixadora do Brasil, Maria Nazareth Farani Azevedo, chegou a dizer que o governo agia de forma "consistente" contra o vírus.

Mas, na prática, o governo brasileiro menosprezou mecanismos criados pela OMS, não mandou ministros ou responsáveis para encontros e ainda optou por comprar o número mínimo de vacinas dentro da Covax.

A aliança estabeleceu que governos poderiam comprar doses que seria equivalentes a 10% ou 20% de suas populações. O Brasil optou, depois de resistir por muito tempo, que adquiria o menos volume possível, de 10%.

Mas a chegada de Queiroga na pasta, a queda de Ernesto Araújo, a pressão diante de 400 mil mortes e o estabelecimento de uma CPI levaram o Brasil a adotar um novo tom.

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino