Brasil reage a reclamação de alta comissária da ONU

Brasil reage a reclamação de alta comissária da ONU

15:22 - Maria Nazareth Farani Azevêdo declarou que o país está comprometido com a proteção da Amazônia

O governo brasileiro reagiu nesta sexta-feira a reclamações feitas durante uma sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, dizendo que está “comprometido com a proteção e desenvolvimento sustentável da Amazônia”.

Pela manhã, a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, apontou fragilização da proteção ambiental e ataques contra ativistas ambientais e defensores de direitos humanos no país durante a pandemia.

Segundo Bachelet, “no Brasil e em outros países das regiões da Amazônia e do Pantanal, a redução da aplicação das leis ambientais durante a pandemia levou ao aumento da mineração e extração ilegal de madeira, com impacto particularmente prejudicial aos povos indígenas”.

‘’Deve-se ter cuidado para garantir que esses territórios sejam mais bem protegidos das indústrias extrativas e da monocultura, inclusive na recuperação pós-pandemia’’, acrescentou. “Em toda a região, estou preocupada com os ataques contínuos a ativistas ambientais, defensores dos direitos humanos e jornalistas, incluindo assassinatos, bem como com

Mais tarde, a embaixadora brasileira junto às Nações Unidas em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, declarou que o país está comprometido com a proteção da Amazônia, exemplificando com medidas como a reativação do Conselho Nacional para Amazônia Legal, que coordena a nível federal o combate a crimes ambientais, “uma tarefa difícil considerando o

A embaixadora brasileira observou que a operação “Brasil Verde 2”, iniciada durante a pandemia, já fez a prisão de quase 300 pessoas em flagrante e impôs multas de mais de R$ 3 bilhões.

A diplomata acrescentou, no Conselho de Direitos Humanos, que a Constituição brasileira estabelece que a mineração em terras indígenas só pode ser realizada com autorização do Congresso Nacional, depois de ouvir as comunidades afetadas. Estas devem receber uma parte do resultado financeiro do projeto.

Outra explicação dada foi de que o Programa Nacional para proteção dos Defensores de Direitos Humanos foi ampliado em 2019 para incluir ambientalistas e profissionais da imprensa.

A embaixadora relatou que a campanha de vacinação contra a covid-19 começou em janeiro e que mais de 5 milhões de pessoas receberam a primeira dose, incluindo mais da metade da população indígena adulta.

O governo de Jair Bolsonaro tem sido alvo de frequentes denúncias feitas por entidades não governamentais e queixas como a da alta comissária de Direitos Humanos, ilustrando a imagem tóxica que o presidente brasileiro tem no exterior.

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