Brasil planeja candidatura própria para comando do BID

Brasil planeja candidatura própria para comando do BID

Numa disputa com a Argentina pelo controle do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o governo brasileiro planeja apresentar uma candidatura própria para o comando da instituição, enquanto o presidente Jair Bolsonaro busca capitalizar em cima de sua aliança política com o presidente americano Donald Trump.

O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, é considerado o candidato com maiores chances, disseram quatro pessoas a par do assunto, que preferiram não se identificar porque as discussões não são públicas. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também teria considerado o nome da presidente do conselho consultivo do Goldman Sachs no Brasil e ex-presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, para o BID, segundo duas fontes.

A instituição é dedicada principalmente a projetos de desenvolvimento na América Latina e Caribe por meio da concessão de financiamentos e de assistência técnica para países que necessitam de investimentos em infraestrutura. O atual presidente, Luis Alberto Moreno, foi eleito pela primeira vez em 2005 e reeleito duas outras vezes. O próximo comandante do banco vai começar seu mandato de cinco anos em outubro, depois de um processo seletivo que começará nos próximos meses.

Procurado, o Ministério da Economia não quis comentar o assunto. Maria Silvia também não comentou. A assessoria de imprensa do BID não respondeu a pedido de comentário.

Argentina

Bolsonaro deve discutir a candidatura brasileira ao BID com Trump caso os dois se encontrem neste final de semana, durante viagem do presidente brasileiro a Miami, segundo três pessoas com conhecimento do assunto. O apoio dos EUA é crucial, já que o país tem 30% do poder de veto do banco.

A intenção do Brasil complica a situação do candidato da Argentina, Gustavo Beliz, atual secretário de assuntos estratégicos do presidente Alberto Fernandez, que já recebeu apoio formal do México.

Inicialmente, Bolsonaro considerava apoiar um candidato argentino para o BID, mas a situação mudou depois que o candidato de esquerda Fernandez venceu a disputa presidencial no país vizinho no ano passado.

A definição de um candidato brasileiro é complicada porque o governo também precisa escolher um nome para o comando do Banco de Desenvolvimento dos BRICS, grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O primeiro presidente da instituição foi apontado pela Índia e agora é a vez do Brasil. Troyjo também é considerado para essa função.

A escolha para o comando do BID deve ser um dos assuntos mais debatidos na reunião entre países membros da instituição, marcada para o final do mês na Colômbia. O martelo deve ser batido entre julho e setembro.

 

 

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