Brasil lida com Argentina de forma pragmática, diz Troyjo

Brasil lida com Argentina de forma pragmática, diz Troyjo

19-02 12:26 - É preciso entender melhor as intenções das novas autoridades argentinas, aponta secretário especial

 É preciso entender melhor as intenções das novas autoridades argentinas, aponta secretário especial

O Brasil está lidando de maneira pragmática com o novo governo argentino, afirmou nesta quarta-feira o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais brasileiro, Marcos Troyjo. “Há um novo governo na Argentina, que estamos lidando de maneira muito pragmática por conta dos interesses do Brasil. Mas é um governo também que precisamos entender quais são as intenções de fazer esse caminho conosco de modernização tarifária”, afirmou durante participação em evento do BTG Pactual em São Paulo.

Nos esforços para o que chama de “modernização tarifária”, ele disse que havia trabalho sendo feito em um “bom caminho” no ano passado, com “coincidência de visão de mundo do Palácio do Planalto e da Casa Rosada”, sob comando do então presidente Maurício Macri. Agora, com o peronista Alberto Fernández à frente da Argentina, Troyjo diz que é preciso entender melhor as intenções das novas autoridades.

Um dos temores é de que a Argentina dificulte a ratificação do anunciado acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), por exemplo.

Troyjo reiterou, no entanto, que o Brasil faz parte de uma união aduaneira, o Mercosul, e que abandonar o grupo exigiria aprovação pelo Congresso Nacional. “E aí, há uma grande pergunta, se do ponto de vista de estratégia estaríamos dispostos a alocar capital político para fazer um movimento como esse, em uma conjuntura em que, com o chapéu de Mercosul, fizemos o maior acordo comercial da história”, disse referindo-se ao tratado com a UE.

O secretário afirmou que o novo chanceler argentino, Felipe Solá, esteve no Brasil recentemente e que foi possível sentir “predisposição construtiva de fazer movimento de modernização tarifária”.

Ele também aproveitou o evento para falar sobre a intenção do Brasil de entrar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na semana passada, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos publicou nota informando que retirou o Brasil da lista de países em desenvolvimento, uma medida que pode reduzir benefícios comerciais concedidos às nações que estão nessa categoria, como prazos mais longos para negociar, vantagens tarifárias e de acesso a mercados.

Troyjo ressaltou que houve negociação com quem impunha maior resistência à adesão do Brasil ao grupo, justamente os Estados Unidos, e, em troca, o país “concordou em abrir mão progressivamente de tratamento especial e privilegiado que supostamente recebia” na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo ele, o ingresso do país na OCDE vai ajudar a estimular a manutenção da agenda de reformas internas, tornar o Brasil mais seguro e atraente para investidores estrangeiros, e fortalecer a musculatura nacional para participar de novos acordos comerciais.

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