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Brasil está na luta contra ´globalismo´, diz Araújo

Brasil está na luta contra ´globalismo´, diz Araújo

Em seminário no Itamaraty, chanceler diz que objetivo é ´recuperar o coração da sociedade liberal e recompor a alma conservadora´

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou ontem que o Brasil tem um papel fundamental no combate ao `globalismo` termo usado por movimentos de direita para se referir a instituições internacionais que acusam de interferir na soberania dos países e tentar apagar as tradições nacionais.

Em seminário que promoveu sobre o tema no Itamaraty, Araújo disse que um sinal disso foi o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter mencionado Deus em seu discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro: O Brasil tem um papel fundamental. Estamos entrando para tentar recuperar o coração da sociedade liberal e recompor a alma conservadora. E a preservação de um conceito profundo de dignidade humana.

Alguém que se relaciona com Deus. Deus em Davos disse o chanceler a um auditório lotado, na Fundação Alexandre de Gusmão, ligada ao Ministério das Relações Exteriores. No governo Bolsonaro, os seguidores do guru da direita Olavo de Carvalho reivindicam fazer parte do movimento antiglobalista, cujo expoente americano é Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump. Para Araújo, o globalismo ocorreu no momento em papel en que o comunismo `tomou o coração dos liberais`. O comunismo e o nazifascismo dependem da morte de Deus e do fim do um antropoteísmo [representaseção da divindade sob forma e atributos humanos]. Ambos instalaram o antropocentrismo radical, como se estivessem libertando o homem - afirmou.

ORDEM DIVINA

No seminário, tanto o chanceler quanto o assessor internacional do Planalto, Filipe Martins, criticaram tanto o comunismo quanto o nazifascismo. Correntes da direita ultranacionalista, que os dois costumam elogiar, têm sido associadas a características do fascismo por historiadores e analistas. Araújo disse que economias liberais `ligadas à ordem divina` foram a espinha dorsal do Ocidente, o que segundo ele permitiu a vitória sobre o nazifascismo e o enfrentamento do comunismo a partir de 1945, graças à fusão do liberalismo e da fé cristã.

Depois de 1989, porém, `alguém achou que não precisava mais do conservadorismo nas democracias liberais`, completou o chanceler: Expulsaram Deus do lado liberal. Mas no corpo das democracias liberais continuava a bater um coração conservador. Já Martins deu a seguinte definição para globalismo: é a tentativa de instrumentalização política e ideológica da globalização, para empoderar um conjunto de burocratas não eleitos e os grupos de interesse que têm acesso a eles. Não há apenas um projeto globalista. E um método de domínio e exercício do poder.

As finalidades apontadas pelos globalistas são a paz e a prosperidade. Se olharmos o comunismo e o nazifascismo, eles também prometiam isso disse. O americano Cris Buskirk, editor da revista American Greatness (Grandeza Americana), disse que os presidentes Trump e Bolsonaro são nacionalistas, patriotas e `respeitam seus povos`. Segundo ele, os dois se recusam a abrir mão da soberania em favor de entidades supranacionais: Há algumas exceções, como a Cruz Vermelha, que faz um bom trabalho. Mas há organizações que têm outras metas e visam ao poder político.

Convidada a falar sobre `globalismo e a educação`, a deputada Christine Nogueira (PSL-RJ) afirmou que os globalistas atuam prioritariamente na área educacional. Entre os seus objetivos, disse, está o de destruir a família. Se eu não quero que a família seja respeitada, eu preciso destruí-la. Estamos transformando as escolas em empresas em que os alunos não passam de consumidores. Nossas escolas foram transformadas em redutos de militantes afirmou a deputada.

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