Brasil e México fecham acordo de livre comércio para ônibus e caminhões

Brasil e México fecham acordo de livre comércio para ônibus e caminhões

17:48 - As tarifas de importação usadas no comércio bilateral de veículos pesados serão zeradas a partir de julho de 2023

BRASÍLIA — Brasil e México acabam de concluir um acordo para o livre comércio de caminhões e ônibus. Segundo nota conjunta divulgada nesta quinta-feira pelos ministérios da Economia e das Relações Exteriores, a liberalização será progressiva, com as tarifas chegando a zero em julho de 2023. Os dois países são as maiores economias da América Latina.

Pelo novo instrumento, enquanto o comércio de veículos pesados será desgravado progressivamente, no caso de autopeças para ônibus e caminhões a liberalização será imediata. O livre intercâmbio desses produtos passará a valer a partir do próximo dia 1º de julho.

No Brasil, a tarifa de importação de veículos é de 35%, a mais alta permitida pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Já o imposto mexicano varia entre 5% e 20%, dependendo das especificações do produto.

O acordo também prevê que as exportações de ambos os países se beneficiem durante 30 meses de índices de conteúdo nacional - parcela do veículo composta exclusivamente por insumos e equipamentos nacionais - mais flexíveis. Mas a medida só vale para novos modelos lançados entre abril de 2018 e dezembro de 2019.

"Atualmente, Brasil e México já contam com importante e dinâmico comércio de produtos automotivos. O setor automotivo tem participação importante na balança comercial entre os dois países, sendo o México o terceiro parceiro comercial do Brasil nesse segmento, superado apenas por Argentina e Estados Unidos, em 2018 e 2019", diz um trecho da nota conjunta.

Em 2019, a corrente de comércio (soma de exportações com importações) de produtos automotivos entre os dois países registrou US$ 3,8 bilhões. As vendas brasileiras para o México somaram de US$ 1,8 bilhão e importações, US$ 1,9 bilhão.

Brasil e México já se beneficiam de livre comércio no intercâmbio comercial de automóveis, veículos comerciais leves e suas autopeças. Os governos dos dois países acreditam que, ao liberalizar as trocas comerciais também de caminhões, ônibus e suas autopeças, o novo acordo terá como consequência o aumento das exportações brasileiras para o México nos próximos anos. Isto porque os veículos pesados brasileiros têm competitividade reconhecida em todo o mundo.

"O governo brasileiro considera que o comércio bilateral entre Brasil e México ainda está muito aquém do potencial de integração das duas maiores economias da América Latina, razão pela qual este acordo simboliza o início de um processo de avanços na abertura comercial bilateral", destaca o comunicado.

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