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Brasil é favorito entre emergentes, aponta Citi

Brasil é favorito entre emergentes, aponta Citi

Pesquisa trimestral de renda fixa do Citi sobre alocação em mercados emergentes mostra o Brasil como o mercado favorito para investimentos, no topo das indicações `overweight` (acima da média do mercado).

Os investidores, segundo o banco, estão de olho no efeito `Bullsonaro`, em referência ao movimento de alta dos ativos domésticos diante da expectativa de aprovação de reformas no novo governo do presidente Jair Bolsonaro, principalmente a da Previdência. `O mercado tem colocado no preço que uma versão diluída da reforma será aprovada nos primeiros seis meses do ano e, de forma geral, concordamos com essa avaliação`, afirma o banco em relatório. Essa é a opinião de 42% dos participantes da pesquisa, que contou com 91 investidores, que gerem um total estimado em US$ 400 bilhões.

A maioria dos investidores acredita em uma lua de mel do mercado com o novo governo pelos primeiros seis meses deste ano, enquanto 34% acreditam que poderia se estender por mais três meses além desse período, e 13%, até o fim do ano. A Argentina continua com recomendação `overweight` pelos investidores, depois do Brasil, com o mercado esperando que os spreads dos papéis argentinos possam voltar ao nível pré-crise, após o acordo com o FMI. A maioria dos investidores diz que a incerteza em relação às eleições no país vizinho neste ano já está refletida nos preços dos ativos, com o mercado apostando na reeleição do atual presidente, Maurício Macri, visto como mais liberal. Mas o Citi vê risco de maior volatilidade com a divulgação das pesquisas eleitorais. Investidores também veem oportunidades de investimento em papéis da Turquia.

Já o México aparece como o candidato a pior performance em 2019, com a maior posição `underweight` (abaixo da média do mercado) na indicação dos investidores, seguido por Rússia e China. O referendo sobre o futuro do aeroporto da Cidade do México, que está parcialmente construído, encerrou a lua de mel do mercado com o governo mexicano. `Os investidores estão começando a se perguntar se o México poderá perder seu grau de investimento em 2020`, aponta o Citi. A maior preocupação dos investidores é com a recessão nos Estados Unidos. Um terço dos participantes diz acreditar que há entre 30% e 50% de chance de uma recessão nos EUA nos próximos 12 a 24 meses. `Sentimos que os investidores querem ser mais otimistas, mas um mercado acionário mais fraco e preocupações crescentes com o fim de ciclo de crescimento dos EUA estão reduzindo o entusiasmo`, aponta o banco.

Os investidores esperam que o índice S&P 500 termine o ano abaixo do patamar de 2018, vendo uma tendência de baixa para as ações americanas. A maioria dos investidores espera que a discussão sobre a guerra comercial entre os Estados Unidos e China continue neste ano. Os investidores também estão mais conservadores, com uma posição em caixa maior que a apontada no último levantamento.

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