Brasil concorda com novo bloco para substituir Unasul

Brasil concorda com novo bloco para substituir Unasul

País defende que fórum, batizado de Prosul por Colômbia e Chile, aproveite atual estrutura do Mercosul com exclusão da Venezuela

0 Brasil vê com simpatia a criação de um bloco diplomático para substituir a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), paralisada desde abril de 2018, mas sugere que seja aproveitada a atual estrutura do Mercosul, que tem como associados todos os países da região. Além disso, defende como critério a democracia para sua formação, o que excluiria a Venezuela. Alguns países da América do Sul, como Chile e Colômbia, já batizaram o futuro fórum de Prosul. Os chilenos consultaram formalmente o governo de Jair Bolsonaro a respeito, há alguns dias, sugerindo esse modelo. Porém, segundo uma fonte do governo brasileiro, a avaliação é que, neste momento, o ideal é não duplicar esforços, ou criar algo, já que existe um arcabouço no Mercosul.

-O Brasil é favorável a avançar na análise de um mecanismo alternativo, mais flexível e mais dinâmico, que tenha como porta de entrada a questão democrática. Vamos sentar para conversar com quem quiser sobre o novo fórum afirmou essa fonte. O Mercosul está na pauta do encontro entre o presidente argentino, Mauricio Macri, e Jair Bolsonaro, hoje, em Brasília. O bloco tem sido criticado por Bolsonaro e sua equipe, que reclamam justamente da falta de flexibilidade e da proibição para que os associados possam negociar acordos de livre comércio, em separado, com terceiros mercados. A Argentina já deu sinais de que concorda com essa avaliação.

No caso de acordos em separado com países que não fazem parte do Mercosul, uma fonte do governo brasileiro explicou que a idéia é manter as negociações que já estão em curso, deixando para o futuro conversas sobre essa possibilidade. Um exemplo do que permaneceria no modelo atual é o processo para a criação de uma área de livre comércio entre Mercosul e União Européia. Sobre a Venezuela, acredita-se no governo que a Organização dos Estados Americanos (OEA) pode não ser o melhor caminho para punir o regime do presidente Nicolás Maduro cujo governo foi considerado ilegítimo por 13 dos 14 países do Grupo de Lima (formado por 14 nações do continente). Isto porque Caracas tem forte influência sobre as nações caribenhas que têm voto na OEA.

Quanto à Unasul, o organismo, criado em 2010, perdeu sua função. Em abril do ano passado, Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Colômbia suspenderam suas atividades no bloco, devido a divergências com Bolívia e Venezuela sobre a eleição do novo secretário-geral do fórum. Mais tarde, os colombianos anunciaram sua saída do organismo.

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