Brasil amplia isenção de etanol importado, o que favorece EUA

Brasil amplia isenção de etanol importado, o que favorece EUA

Governo aumenta em 150 milhões de litros limite de combustível que pode entrar no país sem taxa

Em ação que beneficia diretamente exportadores americanos, o governo ampliou em 150 milhões de litros a quantidade de etanol que pode ser importada com isenção de tarifa. Portaria do Ministério da Economia, publicada em edição extra do Diário Oficial da União do último sábado, amplia de 600 milhões para 750 milhões de litros a cota de álcool etílico que poderá ingressar no país sem taxa de importação de 20%. O que passa desse limite será tributado.

O volume excedente autorizado é pequeno perto do consumo anual de etanol do mercado brasileiro, que é de 1,7 bilhão de litros por ano. A medida vai vigorar por 12 meses e atende a um pedido feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em março deste ano, durante visita do presidente Jair Bolsonaro a Washington. O governo brasileiro sinalizou que a expansão seria condicionada à abertura do mercado dos EUA ao açúcar do Brasil o que ainda não aconteceu.

A cota anterior valia até a última sexta-feira, mas não havia consenso dentro do governo se a quantidade deveria ou não ser aumentada. O Ministério da Agricultura era contra, mas perdeu a disputa parao daEconomia. A decisão foi tomada no dia seguinte a uma reunião de Trump com o ministro das Relações Exteriores (Ernesto Araújo), o assessor para assuntos internacionais da Presidência da República (Filipe Martins) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que deve ser indicado pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro, à embaixada brasileira nos EUA. A nomeação precisa ser confirmada pelo Senado.

TRUMPCOMEMOROU

 Ontem, Trump chegou a postar numa rede social que a decisão do Brasil estava ligada a negociações em curso entre os dois países, mas apagou a mensagem. Os dois países são os principais exportadores de etanol no mundo.

Evando Gussi, presidente da Única, que reúne produtores de álcool, disse que a medida é positiva porque a pressão americana era por uma abertura total do mercado brasileiro. Já o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar- PE), Renato Cunha, criticou a falta de contrapartidas.

ELIANE OLIVEIRA E RAMONA ORDONEZ

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