Bolivia  ●  Chile  ●  Evo Morales  ●  Islas Malvinas  ●  Mercosur  ●  Mercosur-UE  ●  Venezuela

Bolsonaro visita países árabes e tenta desfazer mal-estar

Bolsonaro visita países árabes e tenta desfazer mal-estar

`Sabemos que os países da região são grandes compradores do agronegócio brasileiro e também há muitas boas perspectivas de exportação de material de defesa para a região`, afirmou o embaixador Kenneth da Nõbrega, secretário de negociações bilaterais do MRE no Oriente Médio, Europa e África, em entrevista coletiva.

O presidente Jair Bolsonaro visitará três países árabes no fim do mês para tentar desfazer o malestar criado com países árabes por sua promessa de mudar a embaixada do Brasil em Israel deTel- Aviv para Jerusalém idéia da qual ele desistiu, segundo o Ministério das Relações Exteriores (M RE). O foco agora é virar a página e centrar atenções nas oportunidades de negócios e tentar atrair petrodólares dos árabes para investimentos no Brasil.

Bolsonaro chega a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em 26 de outubro. Será a primeira escala no Oriente Médio após visita à China e ao Japão, onde ele desembarca no dia 22. O presidente brasileiro também passará por Doha, no Qatar, e Riad, na Arábia Saud ita, antes de retornara Brasília no dia29.

`Sabemos que os países da região são grandes compradores do agronegócio brasileiro e também há muitas boas perspectivas de exportação de material de defesa para a região`, afirmou o embaixador Kenneth da Nõbrega, secretário de negociações bilaterais do MRE no Oriente Médio, Europa e África, em entrevista coletiva. `Naturalmente, vai compor o objetivo de divulgar as oportunidades de investimento no âmbito da carteira do PPI`, disse, em referência ao Programa de Parceria e Investimentos. Além do PPI, terão prioridade nas conversas as áreas de energias renováveis, setor médico-hospitalar, clefesa e infraestrutura.

Uma comitiva de empresários acompanhará a delegação brasileira, composta pelos ministros da Economia, Paulo Guedes, da Defesa, Fernando Azevedo, do Meio Ambiente, RicardoSalles,de Minas e Energia, Bento Albuquerque, da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e da Cidadania, Osmar Terra,

Na Arábia Saudita, Bolsonaro participará de conferência internacional de investidores conhecida como `Davos no Deserto`, promovida por fundo soberano do país. Ele discursará e se encontrará com controladores dos fundos de investi mentoda região.

Noano passado, o eventosofreu boicote devido ao assassinato do jornalista Jamal Kashoggi, morto na Turquia dentro da embaixada saudita. Bolsonaro também se reunirá com o príncipe herdeiro saudita Mohammad bin Salman, que nega envolvimento no episódio.

A Arábia Saudita foi um dos países que reagiram mais fortemente à promessa de Bolsonaro de transferira embaixada em Israel parajemsalém. No início do ano, o país desautorizou importações de carne de diversos frigoríficos brasileiros alegando questões técnicas.

Lideranças da região, como Amr Moussa, ex-secretário-geral da Liga Árabe, atribuíram a decisão na época à possível transferência da embaixada. Je rusalém é considerada ainda em disputa entre israelenses e palestinos. Pressionado sobretudo pelo agronegócio, Bolsonaro decidiu abrir apenas um escritório de negócios na cidade.

O Itamaraty nega que os fatos tenham correlação. `Não há uma relação de causa e efeito entre o descredenciamento de frigoríficose a possibilidade que foi aventada, mais divulgada do que aventada, de transferir a nossa embaixada de Tel-Aviv para Jerusalém`, disse Nóbrega. `Inclusive a questão do descredenciamento dos frigoríficos começou no segundo se mestredo ano passado.`

Ele admite, no entanto, ter havido `mal-estar` por causa das notícias que motivaram uma série de missões brasileiras para a região.

`O resultado dessas missões foram convites para o presidente Bolsonaro visitar os países do golfo. Eu acho que as notícias que fora m veiculadas na época causaram preocupação. Por isso que a conversa cara a cara fez ´baixar a poeira´`, afirmou. Segundo ele, o Bolsonaro dirá aos árabes, se perguntado, que a não haverá uma embaixada brasileira em Jerusalém.

`A resposta vai ser o que está no comunicado conjunto da visita do presidente a Israel, O comunicado conjunto deixa muito clara a decisão do governo brasileiro, de abrir um escritório voltado para negócios, ciência, tecnologia e inovações, em Jerusalém, a ser gerido pela Apex. Israel é uma potência na área de inovação. A decisão foi essa`, afirmou.

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino