Bolsonaro não participará do Fórum de Davos virtual; Fernández, sim

Bolsonaro não participará do Fórum de Davos virtual; Fernández, sim

Evento pela web terá bom número de presidentes, ministros e grandes executivos

O Fórum Econômico Mundial realizará um “fórum de Davos virtual” entre os próximos dias 25 a 29, sem o presidente Jair Bolsonaro, mas com seu colega argentino Alberto Fernández. Uma das sessões será sobre a Amazônia, que continua atraindo a atenção internacional.

Chamado “Agenda de Davos”, o evento vai ter um bom número de presidentes, ministros e grandes executivos, muitos deles falando ao vivo nas sessões pela web que, por causa da covid19, substituem o tradicional encontro anual da elite econômica e política global nos Alpes suíços.

Não está claro se Jair Bolsonaro foi convidado ou se recusou participar dessa “Agenda de Davos”,apresentada como uma “mobilização pioneira de líderes globais para moldar princípios, políticas e parcerias necessárias neste novo contexto desafiador”.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi convidado, mas não tinha confirmado ainda sua participação.

Um dos temas centrais será, sem surpresa, a pandemia de covid-19. Para o fórum, a pandemia demonstrou que nenhuma instituição sozinha pode tratar de desafios econômicos, ambientais, sociais e tecnológicos num mundo complexo e interdependente. A avaliação é de que o momento de reconstruir a confiança e fazer escolhas cruciais está se aproximando rapidamente, com revisão de prioridades e urgência para reformas.

Na sessão intitulada “Financiando a transição da Amazônia para uma bioeconomia sustentável”, está prevista a participação do presidente da Colômbia, Ivan Duque, e do vice-presidente brasileiro Hamilton Mourão.

Participarão da mesma sessão os presidentes da Vale, Eduardo Bartolomeo; do BNDES, Gustavo Montezano, e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Mauricio Claver-Carone.

Três ministros brasileiros estão previstos para falar em diferentes sessões: o da Economia, Paulo Guedes, sobre os desafios da retomada econômica; da Agricultura, Tereza Cristina, sobre inovação na agricultura; e Ernesto Araújo, sobre geopolítica.

Se Bolsonaro não aparece, mesmo online, do lado sul-americano, o espaço será ocupado pelo presidente da Argentina, Alberto Fernández. Ele vai falar ao vivo por 30 minutos, focando no potencial argentino e seus desafios. A ex-presidente Cristina Kirchner, agora vice-presidente, nunca teve boas relações com o fórum, mas Fernandez visivelmente não quer ignorar essa ocasião.

Depois da participação pública ao vivo, Fernandez vai ter uma reunião virtual fechada com alguns empresários internacionais que se interessam pela Argentina.

Bolsonaro, quando veio a Davos no primeiro mês de seu mandato, recebeu do fórum uma sessão especial de 20 minutos para falar. O Palácio do Planalto pediu na ocasião para diminuir para 15 minutos. Bolsonaro acabou falando só 7 minutos

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