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Bolsonaro diz que volta ao Conselho de Segurança é 'prova' de bom relacionamento do Brasil com resto do mundo

Bolsonaro diz que volta ao Conselho de Segurança é 'prova' de bom relacionamento do Brasil com resto do mundo

15/06 Acordo que permitiu retorno ao órgão, no entanto, foi fechado em 2018, no governo Michel Temer

Alvo de críticas internacionais por sua política ambiental e por sua atuação no combate à pandemia da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro comemorou nesta terça-feira a eleição do Brasil para uma cadeira rotativa do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), na última sexta-feira. Para Bolsonaro, a escolha é "uma prova irrefutável do bom relacionamento" do país com o resto do mundo. Entretanto, a eleição foi resultado de um acordo feito em 2018, ainda no governo Michel Temer.

— Eu quero começar saudando o nosso Ministério das Relações Exteriores tendo em vista uma votação ocorrida há poucos dias para uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, onde tivemos o voto de 182 países entre 190. Isso é uma prova irrefutável do bom relacionamento que o Brasil tem com o mundo todo. Parabéns a todos os servidores do nosso Itamaraty na pessoa do nosso ministro Carlos França — disse Bolsonaro, dirigindo-se ao chanceler Carlos França, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

A votação da Assembleia Geral da ONU para escolher os membros não permanentes do Conselho de Segurança para o biênio 2022-2023 foi realizada na última sexta-feira. O Brasil era o único candidato do grupo que engloba a América Latina e Caribe, que, desde 2006, tem uma tradição de não estabelecer competição para a candidatura, com um rodízio de países planejado antecipadamente.

A última participação brasileira no Conselho ocorreu entre 2010 e 2011, e a intenção a princípio era apresentar uma outra candidatura apenas para os anos de 2033 e 2034. Em 2018, porém, o governo fez um acordo com Honduras, que seria a candidata agora em 2021, antecipando sua candidatura.

A cerimônia no Planalto marcou a assinatura de um acordo de cooperação que oficializa a participação brasileira no Projeto Artemis, da agência espacial americana, a Nasa, que planeja enviar a primeira mulher à Lua até 2024.

Bolsonaro também utilizou a entrada no projeto — o Brasil é o primeiro país da América Latina e o 12º no mundo a participar — para falar que o país tem "reconhecimento" no mundo inteiro.

— Demonstra que o Brasil é um país que realmente tem uma admiração, tem reconhecimento, pelo mundo todo. Assim como nós temos por praticamente todos os países do mundo. Nós desejamos a mesma coisa, a paz, o progresso, o desenvolvimento. E podem contar com o povo brasileiro, podem contar com o governo federal, com nossas instituições.

O evento contou com acenos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos, que vivem um momento de retomada de relações após Bolsonaro demorar a aceitar a vitória de Joe Biden sobre Donald Trump, seu aliado.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, enviou um vídeo parabenizando o Brasil por entrar no acordo e dizendo que as duas nações têm uma "longa história de cooperação em descobertas científicas".

Além disso, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, discursou no Planalto, e o embaixador brasileiro em Washington, Nestor Forster, também mandou um vídeo.

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