Bolsonaro diz a ministros que não recuará de ataques a Alexandre de Moraes

Bolsonaro diz a ministros que não recuará de ataques a Alexandre de Moraes

19:07 - Em reunião do Conselho de Governo, ele fez um balanço positivo dos atos do 7 de Setembro

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira, em reunião do Conselho de Governo, composto por seus ministros, que não recuará dos ataques que tem feito ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Ele enfatizou que sua luta não é contra a instituição STF, mas contra um ministro que, no seu entender, afronta a Constituição ao determinar medidas que ele considera autoritárias. Moraes é responsável por inquéritos que atingem Bolsonaro e apoiadores do presidente.

Na reunião, Bolsonaro fez ainda um balanço positivo das manifestações do 7 de Setembro. Disse aos ministros que as multidões que conseguiu reunir na terça-feira em São Paulo e Brasília sinalizam que ele está no caminho certo.

Segundo relatos de pessoas presentes no encontro, ele insistiu na tese de desobediência a ordens de Moraes e pediu a auxiliares que encontrem saídas jurídicas para eximir a Polícia Federal de cumprir determinações que ele classifica como inconstitucionais.

O presidente está contrariado com decisões de Moraes que têm atingido aliados seus.

Entre outras medidas, o ministro determinou a prisão de Roberto Jefferson, presidente do PTB, e do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ).

Parte dos ministros permaneceu no Palácio do Planalto para acompanhar a fala do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, por volta das 13h30, que em um recado a Bolsonaro pediu o fim de "bravatas" e defendeu as urnas eletrônicas.

A fala foi classificada por membros do governo como "equilibrada" e "dentro daquilo do que se esperava".

Os ministros, porém, não estavam mais no palácio quando o presidente do STF, Luiz Fux, se pronunciou sobre as falas golpistas do presidente, pouco depois das 14h.

Ministros advindos do Centrão, como Ciro Nogueira (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), têm buscado se afastar da pauta radical de Bolsonaro em tentam atuar como bombeiros na crise institucional.

Ambos participaram da solenidade de hasteamento à bandeira no Palácio da Alvorada, na terça-feira, ao lado de Bolsonaro, por ser um evento "institucional", mas fugiram das manifestações na Esplanada dos Ministérios e na Avenida Paulista.

Além de não concordarem com reivindicações como o fechamento do STF, intervenção militar e desobediência civil, esses ministros palacianos entendem que essa pauta não pertence ao seu grupo político, mas ao núcleo mais radical do bolsonarista.

Não é certo sequer que o Centrão e o bolsonarismo, que hoje protagonizam um casamento de conveniência, estarão juntos nas eleições de 2022.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira, em reunião do Conselho de Governo, composto por seus ministros, que não recuará dos ataques que tem feito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele enfatizou que sua luta não é contra a instituição STF, mas contra um ministro que, no seu entender, afronta a Constituição ao determinar medidas que ele considera autoritárias. Moraes é responsável por inquéritos que atingem Bolsonaro e apoiadores do presidente.

Na reunião, Bolsonaro fez ainda um balanço positivo das manifestações do 7 de Setembro. Disse aos ministros que as multidões que conseguiu reunir na terça-feira em São Paulo e Brasília sinalizam que ele está no caminho certo.

Segundo relatos de pessoas presentes no encontro, ele insistiu na tese de desobediência a ordens de Moraes e pediu a auxiliares que encontrem saídas jurídicas para eximir a Polícia Federal de cumprir determinações que ele classifica como inconstitucionais.

O presidente está contrariado com decisões de Moraes que têm atingido aliados seus.

Entre outras medidas, o ministro determinou a prisão de Roberto Jefferson, presidente do PTB, e do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ).

Parte dos ministros permaneceu no Palácio do Planalto para acompanhar a fala do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, por volta das 13h30, que em um recado a Bolsonaro pediu o fim de "bravatas" e defendeu as urnas eletrônicas.

A fala foi classificada por membros do governo como "equilibrada" e "dentro daquilo do que se esperava".

Os ministros, porém, não estavam mais no palácio quando o presidente do STF, Luiz Fux, se pronunciou sobre as falas golpistas do presidente, pouco depois das 14h.

Ministros advindos do Centrão, como Ciro Nogueira (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), têm buscado se afastar da pauta radical de Bolsonaro e tentam atuar como bombeiros na crise institucional.

Ambos participaram da solenidade de hasteamento à bandeira no Palácio da Alvorada, na terça-feira, ao lado de Bolsonaro, por ser um evento "institucional", mas fugiram das manifestações na Esplanada dos Ministérios e na Avenida Paulista.

Além de não concordarem com reivindicações como o fechamento do STF, intervenção militar e desobediência civil, esses ministros palacianos entendem que essa pauta não pertence ao seu grupo político, mas ao núcleo mais radical do bolsonarista.

Não é certo sequer que o Centrão e o bolsonarismo, que hoje protagonizam um casamento de conveniência, estarão juntos nas eleições de 2022.

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