Bolsonaro avisa que representantes de Maduro devem deixar o Brasil

Bolsonaro avisa que representantes de Maduro devem deixar o Brasil

É o principal gesto diplomático contra ditador; Itamaraty vai retirar funcionários da Venezuela

O govemódeJáirBolsonaro (sem partido) comunicou ao regime do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que todos os diplomatas chavistas no Brasil deverão deixar o país. Trata-se do principal gesto diplomático contra Maduro desde que Bolsonaro reconheceu, no início do ano passado, o líder opositor Juan Guaidó como presidente encarregado do país.

O aviso dado pela chancelaria brasileira a Caracas é que os diplomatas chavistas serão expulsos caso não saiam dopaís dentro deumprazo não se sabe de quanto tempo.

Interlocutores relataram à Folha que há hoje 17 funcionários do regime chavista no Brasil Além da embaixada em Brasília, a Venezuela mantém consulados em Manaus, Boa Vista, Belém, Recife, Rio de Ja neiro e São Paulo.

Para viabilizar a saída dos chavistas, o governo publicou portarias nesta quinta (5) determinando avoltados funcionários brasileiros que hoje servem na Venezuela.

A ordem afeta diplomatas e oficiais de chancelaria que trabalham naembaixada em Caracas e em consulados de outras cidades. Nenhum servidor do serviço exterior brasileiro permanecerá no país vizinho.

Segundo as portarias, devem voltar ao Brasil Rodolfo Braga, que hoje chefia a embaixada em Caracas, Elza Marcelino de Castro, atual cônsulgeral, Francisco do Nascimento Filho, que está no consulado em Ciudad Guayana, e Carlos Leopoldo de Oliveira (também da embaixada).

Além deles, outros 11 funcionários brasileiros também receberam as ordens de remoção. Eles serviam na embaixada e no consulado-geral em Caracas, além do consulado em Ciudad Guayana e dos vice-consulados em Puerto Ayacucho e Santa Elena do Uairén (cidade que faz fronteira c ora Pacaraíma, e in Roraima).

As portarias foram publicadas no dia que marca o sétimo aniversário de morte do presidente Hugo Chávez. A embaixada chavista em Brasília organizou na noite de quinta um ato na CUT do DF em ho menagemao líder bolivariano.

O Itamaraty não se manifestou oficialmente sobre o tema. Um interlocutor no ministério, no entanto, informou que há `movimento sincronizado` de retirada dos funcionários brasileiros do pais e de saída dos representantes de Maduro do Brasil.

O mesmo interlocutor disse que não há fechamentos de postos na Venezuela e que o governo estuda como ocorrerá a assistência consular de brasileirosque estejam vivendo ou visitando a Venezuela algo que será prejudicado pela ausência de servidores hrasileirosno território.

Durante o governo do expresidente Michel Temer (MDB), tanto a Venezuela quanto o Brasil retiraram seus embaixadores das missões nos respectivos países.

A presença diplomática foi mantida emníveis inferiores de representação, porém.

A situação mudou com a chegada de Bolsonaro ao poder, quando a saída dos diplomatas chavistas passou a ser um objetivo do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e dos expoentes da ala ideológica do governo.

A meta demorou para ser concretizada e durante mais de um ano o Itamaraty conviveu com um impasse.

Os representantes de Maduro permaneceram no Brasil, no controle do edifício da embaixada em Brasília, mas Bolsonaro reconheceu como embaixadora uma enviada de Guaidó: a advogada Maria Teresa Belandria.

O momento mais tenso da coexistência de duasmissões diplomáticas da Venezuela ocorreu em novembro, durante a cúpula em Brasília do Brics(bloco de Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul).

Aliados de Guaidó entraram na embaixada em Brasília, sob a alegação de que foram convidados por chavistas desertores. Os representantes de Maduro contestam aversão e afirmam que houve uma invasão da propriedade.

Houve tumulto no local, e o grupo pró-Guaidó só deixouo edifício após 12 horas.

O principal entrave para a expulsão dos diplomatas de Mad uro era a presença de p es soaibrasileiro na Venezuela país que, apesar da crise econômica e política, permanece sob controle do chavista.

O Brasil sabia que determinar a saída dos representantes do regime poderia gerar represálias, entre elas a expulsão de diplomatas brasileiros.

Há meses o Itamaraty vinha trabalhando num plano para possibilitar a adoção da medida. Com a ordem de retorno para os brasileiros publicada nesta quinta, o caminho ficou livre para comunicar Caracasque o Brasil quera saída do seu território dos representantes de Maduro.

A chancelaria brasileira adotou ainda outr as açõ escontra o corpo diplomático chavista. O Itamaraty deixou de emitir, por exemplo, a carteira de registro diplomático para os representantes de Maduro. Foram suspensas as emissões do do cume ntoeospedidos de renovação passaram a ser negados.

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