Bolsa tem pior trimestre da história, com perda de 36,86%

Bolsa tem pior trimestre da história, com perda de 36,86%

Em todo o mundo, pandemia gera forte impacto sobre mercado de ações. Dólar acumula valorização de 29,60%. páginaw Bolsa perde 36,86%, no pior trimestre da história Escalada da pandemia de coronavírus gera forte impacto sobre mercados de ações no mundo. Por outro lado, procura por ativos considerados mais seguros faz o dólar acumular uma valorização de 29,60% no ano

A Bolsa brasileira teve o pior trimestre de sua história, devido ao impacto da pandemia de coronavírus na economia global. O Ibovespa, principal índice do mercado de ações do país, acumulou tombo de 36,86% nos três primeiros meses do ano, segundo levantamento da consultoria Economática. Até então, a maior queda registrada pelo indicador havia sido no terceiro trimestre de 1986, quando o Ibovespa caiu 36,25%. O dólar, por sua vez, acumulou de janeiro a março uma valorização de 29,60% frente ao real. Somente no mês passado, a moeda americana teve uma alta de 15,98%. Ontem, em um dia de grande volatilidade, a divisa encerrou a R$ 5,196, com ganho de 0,31%. Desde 2008, não víamos algo tão impactante. Mas esta crise é diferente. Os impactos afetam as cadeias globais e uma extensa rede de conexões na economia real disse Ilan Arbetman, analista da Ativa corretora. Segundo analistas, as divergências entre as autoridades brasileiras sobre o isolamento social (isolamento de quem pode ficar em casa sem trabalhar) colaboram para o quadro de incertezas. Isso impulsiona a procura pelo dólar, considerado um ativo seguro.

PERDAS DE R$ 1,56 TRI NO ANO
As empresas de capital aberto brasileiras acumulam perda de R$ 1,18 trilhão no valor de mercado em março e de R$ 1,56 trilhão no ano. Os dados são da Economática. A Petrobras tem a maior queda nominal em 2020, com R$ 223,6 bilhões. Nos mercados de ações, o dia foi instável. A Bolsa brasileira fechou em queda de 2,17% aos 73.019 pontos, acompanhando os índices americanos, que recuaram com o aumento no número de infectados e mortos nos EUA. Em março, O Ibovespa recuou 29,91%, a maior queda mensal desde agosto de 1998, durante acrise russa, quando o índice desabou 39,55%, ainda de acordo com a Economática. Em Nova York, o índice Dow Jones perdeu 1,84%, enquanto o S&P 500, mais amplo, caiu 1,60%. ANasdaq recuou 0,95%. No trimestre, o Dow Jones também teve o pior desempenho de toda sua história: recuou 23,20%. Apreocupação com o avanço do coronavírus é apontada por investidores como o principal motivo por trás do fraco desempenho dos mercados. Já são mais de 800 mil casos no mundo. Nos Estados Unidos, o número de mortos, 3.426, ultrapassou o da China, que teve 3.309. O ano começou com excesso de confiança na Bolsa, com previsões de que o Ibovespa poderia chegar a 150 mil pontos, num cenário de juros baixos e muitos novos investidores disse Gustavo Almeida, analista de ações da Spiti. Ele lembra que, em janeiro, a China já apresentava os primeiros sinais da doença. Mas, por aqui, os investidores não avaliaram que o problema poderia se tornar global. O mercado financeiro faz avaliações descoladas da economia real afirmou Almeida. O período foi marcado por seis circuit breakers, mecanismo que paralisa os negócios no pregão quando a queda do índice é superior a 10%.
NOVA AÇíO DO FED T
ambém ontem, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), anunciou uma nova operação para garantir que BCs de outros países possam ter dólares em seus balanços. O Fed se ofereceu para comprar títulos do Tesouro americano que estão em posse de bancos centrais de outros países com o compromisso de revendê-los futuramente. Dessa maneira, o Fed coloca temporariamente dólares na praça. A operação estará disponível a partir do próximo dia 6 e deve durar, no mínimo, por seis meses. Segundo dados do Fed, o Brasil era o terceiro país que mais tinha títulos do Tesouro americano em janeiro, atrás de Japão e China. São US$305,1 bilhões. As ações da Petrobras chegaram a subir mais de 8% pela manhã, na esteira da alta do preço do petróleo no exterior. No fechamento, a alta perdeu força, mas ainda foi significativa: as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) avançaram 4,56%, a R$ 13,99, e as ordinárias (ON, com voto) subiram 5,21%, a R$ 14,14. Entre os bancos, com forte peso no Ibovespa, os papéis PN do Itaú perderam 4,23%, enquanto os do Bradesco recuaram 3,44%. Álvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais, observou que indicadores econômicos positivos da China levaram ânimo ao mercado pela manhã. Com isso, as principais Bolsas europeias fecharam em alta: Londres subiu 1,95%, Paris teve ganho de 0,40%, e Frankfurt avançou 1,22%. O indicador da atividade industrial na China subiu em março para 52 pontos, o que indica expansão da atividade. Em fevereiro, auge da quarentena no país, havia ficado em 35,7 pontos. Além disso, Pequim estuda reduzir impostos para ajudar os exportadores. Tombo. Em março, a Bolsa brasileira teve queda de 29,%, a maior em 12 anos

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