Bloco da esquerda no Parlamento Europeu adverte para danos de nova lei de licenciamento ambiental brasileira

Bloco da esquerda no Parlamento Europeu adverte para danos de nova lei de licenciamento ambiental brasileira

Deputados da bancada já fizeram diversos alertas sobre os danos causados pela política ambiental do governo Bolsonaro

A recente aprovação na Câmara do Projeto de Lei de Licenciamento Ambiental (3729/2004) causou preocupação entre deputados da bancada de esquerda do Parlamento Europeu, que nos últimos meses fizeram vários alertas sobre os danos causados pela política ambiental do governo de Jair Bolsonaro. Segundo ONGs ambientalistas brasileiras e partidos da oposição, o texto, que ainda deve passar pelo Senado, foi discutido a portas fechadas. Na visão de eurodeputados como Miguel Urbán, da bancada esquerdista europeia, “com esta lei, desastres ambientais como Brumadinho seriam frequentes”.

— As palavras bonitas de Bolsonaro para Biden e a União Europeia para tentar impulsionar o acordo comercial com o Mercosul seriam jogadas no lixo com esta lei. Este projeto está em contradição com as cláusulas ambientais do entendimento entre os dois blocos — disse Urbán ao GLOBO.

O eurodeputado pediu ao Parlamento uma análise detalhada do texto que chegou ao Senado brasileiro. Em paralelo, toda a bancada esquerdista europeia divulgou na semana passada um relatório sobre impactos ambientais negativos do acordo entre UE e Mercosul, com foco no excessivo uso de pesticidas no Brasil e na Argentina.

“No Brasil, cerca de 30% dos pesticidas autorizados para uso em cultivos estão proibidos na UE. Na Argentina, em 2019 foram registrados 171 casos de intoxicação pelas utilização de pesticidas na agricultura local”, aponta o documento, que reforçou a combativa posição da esquerda europeia contra o acordo.

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