BID: há interesse em financiar microrredes de energia na Amazônia

BID: há interesse em financiar microrredes de energia na Amazônia

23:13 - O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) tem interesse em financiar a instalação de microredes de geração de energia para comunidades isoladas sem acesso à eletricidade na Amazônia, de acordo com a especialista líder em mercados financeiros do banco, Maria Netto.

“É necessário procurar soluções públicas e privadas e trabalhar com parceiros que tenham interesse em desenvolver essas cadeias. Precisamos discutir como a gente pode combinar um programa que permita às concessionárias instalar as microredes e ao mesmo tempo prover conectividade, desenvolvimento as cadeias e capacitação da população local”, disse a executiva durante evento online promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) na noite desta quarta-feira (9).

De acordo com a especialista, muitas vezes o custo inicial dos projetos é alto, mas o bem público gerado, com o desenvolvimento econômico das regiões atendidas, ajuda a
compensar os desembolsos.

Este ano, o Ministério de Minas e Energia (MME) iniciou o programa “Mais Luz para a Amazônia” para a instalação de sistemas fotovoltaicos com armazenamento em baterias em comunidades da floresta. O ministério já assinou termos de compromisso com os grupos Equatorial, Energisa e Roraima Energia. O presidente da Equatorial, Augusto Miranda, explicou que os projetos de conexão das comunidades da Amazônia precisam receber subsídios para se sustentar. “São pessoas muito pobres. Não adianta levarmos energia e elas não poderem pagar, é preciso manter a sustentabilidade do pagamento”, afirmou o executivo.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), Rodrigo Sauaia, um dos grandes desafios para a implementação de mais projetos do tipo no país é o alto custo das baterias. “Baterias pagam 80% de carga tributária, isso é um despropósito. Temos uma oportunidade para talvez desenvolver um trabalho em conjunto entre os ministérios de minas e energia e da economia par reduzir essa carga tributária”, defendeu Sauaia.

O presidente da Energisa, Ricardo Botelho, lembrou que a ampliação do uso de fontes renováveis e sistemas de geração distribuída ajudam a aumentar a resiliência do suprimento de energia na região Norte. Ele citou o caso do apagão no Amapá, que deixou o estado sem luz por semanas. “ O Amapá está ao final de uma única linha de transmissão, conectada a uma única subestação. Há uma situação similar no Acre. Tem um problema de planejamento do sistema que imagino que precise ser sanado. Temos
que pensar em alternativas que criem redundância [para o suprimento]”, afirmou o executivo.

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