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BC corta juros básicos para 5,5% ao ano

BC corta juros básicos para 5,5% ao ano

SELIC EM QUEDA: Por unanimidade, Copom reduziu a taxa Selic em 0,50 ponto porcentuaL, para um novo piso da série histórica, e indicou a possibilidade de novos cortes nos próximos meses; ao justificar decisão, BC apontou ambiente externo favorável para emergentes e inflação controlada

Em um ambiente de fraqueza d a economia e taxas controladas de inflação no Brasil, o Banco Central voltou a reduzir os juros na noite de ontem. O Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição anunciou corte de 0,50 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros), de 696 para 5,50% ao ano. Com isso, a taxa está agora em um novo piso da série histórica.

Ao mesmo tempo, o Banco Central indicou a possibilidade de novos cortes nos próximos meses. A redução de juros foi a segunda no atua 1 ciclo de baixas e era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro. De 11 m total de 55 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, todas estimavam um corte de 0,50 ponto porcentual.

`Em nosso governo, pela segunda vez, a mais baixa taxa de juros da história do Brasil` comemorou pelo Twitter o presidente da República, Jair Bolsonaro. `É a economia dando certo`, acrescentou.

Ao justificar a decisão, o Copom- formado pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, e pelos oito diretores da autarquia - avaliou por meio de comunicado que o ambiente internacional tem sido favorável para países emergentes, como o Brasil. Isso porque economias centrais-como os Estados Unidos - têm adotado `estímulos monetários adicionais`, ou seja, estão reduzindo os juros.

De fato, na tarde de ontem, ainda com a reunião do Copom cm andamento no Brasil, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou cortc de 0,25 ponto porcentual de sua taxa de juros, para a faixa de 1,75% a 2,00% ao ano.

Sem citar diretamente a alta mais recente da cotação do petróleo nos mercados i nteniacionais, após os ataques a refinarias da Arábia Saudita, o BC brasileiro também ponderou que o cenário `segue incerto` e que há riscos ligados a uma `desaceleração mais intensa da economia global`.

Reformas. Ao avaliar o cenário interno, os dirigentes do BC reconheceram o avanço da agenda de reformas na economia. Eles deixaram de avaliar no comunicado, inclusive, o risco dc frustração 110 andamento das reformas como `preponderante` entre todos os riscos considerados para o controle de inflação. Essa postura surge após a aprovação, há duas semanas, da reforma da Previdência na Comissão de Constituição, Justiça c Cidadania (CCJ) do Senado.

Além do cenário externo favorável para emergentes c do avanço das reformas, o BC levou em conta os índices dc inflação controlados cm stia decisão sobre a Selic. Na nota dc ontem, a instituição atualizou suas projeções para a alta de preços. No cenário dc mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro -, o BC alterou a projeção para a inflação em 2019 de 3,6% para 3,3%. Para 2020, a expectativa passou dc 3,9%para 3,6%. Em ambos os casos, as proj cções estão abaixo da meta perseguida pelo BC, de inflação dc 4,25% este ano c dc 4,00% no próximo ano.

Novos cortes. Além de ter reduzido a Selic cm 0,50 ponto porcentual, o BC deixou margem para novos cortes. `A consolidação do cenário benigno para a inflação prospcctiva deverá permitir ajuste adicional no grau dc estímulo`, afirmou o BC no comunicado, sem se comprometer com novo cortc de meio ponto porcentual ou com redução dc 0,25 ponto porcentual.

`Os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço dc riscos e das projeções e expectativas dc inflação`, acrescentou a instituição.

O economista-chefe  do Banco Fibra, Cristiano Oliveira, aposta cm mais um cortc no encontro do fim dc outubro. `É claro que sempre os próximos passos dependem de uma reavaliação do cenário, mas acredito que uma nova redutc ção dc 0,50 está garantida`, disos se. `A continuidade do ciclo cm dezembro vai depender das expectativas de inflação, principalmente para 2021.`

Juro real. Apesar do novo cortc da Sclic, o Brasil segue entre os países com os maiores juros reais (descontada a inflação) do mundo. Levantamento feito pela Infinitv Asset c pelo site MoneYou aponta que o País tem o oitavo maior juro real (1,65%) cm um ranking com 40 economias. Na liderança da lista está a Argentina, com taxa real de 10%.

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