Barreiras comerciais contra produtos brasileiros chegam a 70, diz CNI

Barreiras comerciais contra produtos brasileiros chegam a 70, diz CNI

11:41 - O comércio exterior ficou mais hostil durante a pandemia. De março a maio, as indústrias brasileiras identificaram 17 novas barreiras comerciais pelo mundo, 10 delas aplicadas pela China.

As exportações seriam uma boa opção para compensar a queda no consumo interno. Nesta quarta-feira, o IBGE revelou que a produção industrial encolheu 18,8% entre março e abril . Mas a porta para o comércio exterior ficou mais estreita, especialmente para o Brasil.

Os registros foram feitos no Sistema Eletrônico da CNI , a confederação das indústrias. A China, nosso maior parceiro comercial, as novas barreiras criadas são subsídios locais para os setores de borracha, materiais elétricos, plásticos e produtos metalúrgicos. Não bastassem as medidas de proteção, os chineses também poderão reagir aos ataques recentes feitos por membros do governo brasileiro e da família do presidente. É uma preocupação a mais no radar do setor produtivo.

Comércio exterior após a pandemia

A Argentina , maior compradora de produtos manufaturados do Brasil, impôs barreiras nos setores automobilístico e de plásticos . O país está se fechando. Em abril, o governo de lá já tinha avisado que deixará de lado as negociações do Mercosul. A piora por lá dificulta a retomada das montadoras aqui no Brasil. A produção automobilística em abril encolheu 88,5%, de acordo com o IBGE.

México, Índia e Arábia Saudita levantaram impostos e exigências sanitárias contra o agronegócio brasileiro , no caso contra a carne de frango e o couro. A União Europeia também impôs novas dificuldades, dessa vez contra serviços brasileiros na área da tecnologia da informação.

A CNI explica que, desde 2018, o governo brasileiro conseguiu solucionar apenas 10% das 70 novas barreiras identificadas pelo Sistema. O comércio exterior será um ambiente mais concorrido daqui para frente, com a recessão mundial. O governo deveria tratar a abertura de mercados como prioridade.

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