Ausência de Lula na eleição ´tensiona o País´, diz Temer

Ausência de Lula na eleição ´tensiona o País´, diz Temer

Em entrevista a uma rádio de São Paulo, presidente reconhece carisma de petista e diz que ele ´não está morto politicamente´

O presidente Michel Temer disse ontem que anão participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição deste ano `tensiona` o quadro político no Brasil. Em entrevista ao vivo ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, de São Paulo, Temer afirmou que seria importante que o petista, que pode ter a candidatura impugnada por ter sido condenado criminalmente em segunda instância, fosse `derrotado nas urnas`.

`De certa forma, a não p articipação de Lula na eleição tensiona o País`, disse Temer. `A figura do Lula é de muito carisma. Não dá para dizer que ele está morto politicamente. Do ponto de vista político, gostaria de que disputasse a eleição e fosse voto vencido nas urnas.`

O pre sidente evitou fazer consideraçõesjurídicas sobre a condenação do petista e também não quis falar sobre quem será o candidato oficial do governo à Presidência da República. `Vocês me convidam no final de maio que eu digo`, respondeu.

Temer minimizou a existência de duas pré-candidaturas ligadas à sua gestão: a do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD). `Não atrapalha`, disse.

A entrevista à rádio é parte da estratégia recentemente adotadapor Temer para diminuir sua própria impopularidade - em Nas urnas `A não participação de Lula na eleição tensiona o País. A figura do Lula é de muito carisma, não dá para dizer que ele está morto politicamente. Do ponto de vista político, gostaria de que disputasse a eleição e fosse voto vencido nas urnas.` Michel Temer PRESIDENTE DA REPÚBLICA

torno de 6% de aprovação - e a resistência de parlamentares, até mesmo da base, à reforma da Previdência, principal bandeira do governo. Na semana passada, Temer participou de programa de Silvio Santos e foi entrevistado pelo jornalista Amaury Jr. Previdência. Ontem, o presidente defendeu a aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano com o argumento de que, caso contrário, este continuará sendo um tema debatido nas eleições ou em próximos governos. `Se não aprovarmos a Previdência, ela será um tema permanente para candidatos neste ano.`

Temer disse que a situação no Congresso já é `bem melhor` e mostrou otimismo sobre a possibilidade de areforma ser aprovada na Câmara na volta do recesso parlamentar. `Conseguimos fazer uma comunicação muito adequada, esclarecendo à população o que é a reforma da Previdência.` O presidente afirmou ver com naturalidade as `angústias` de deputados em relação ao tema, por causa da proximidade das eleições. `O período é pré-eleitoral. É natural que deputados tenham angústias sobre a reeleição. Realmente divulgou-se que a Previdência ia acabar com todos os trabalhadores. Agora está mudando essa concepção. Quem nãovotar pela Previdência estará fazendo mal ao País`, afirmou. Tributos. Temer sugeriu que, se a reforma não for aprovada, o governo não descarta apossibilidade de criação de novos tributos. `Se houver reforma da Previdência, não teremo s novos tributos. Sempre evitamos a criação de impostos. Eu não creio que haja necessidade de novos tributos`, disse.

O presidente ainda disse que aproveitou `bem` sua impopularidade para fazer `o que o País precisa`. `Uma coisa é o sujeito que depende do voto, eu cheguei pela via constitucional`, disse ao citar o impeachment de Dilma Rousseff.

Ele afirmou que não espera reconhecimento agora pelas medidas de sua gestão, mas quer ser reconhecido pela História. Ainda assim, disse que vai trabalhar nos próximos seis meses pela recuperação de sua imagem. `Não vou mais permitir que me chamem, perdoem a expressão, de trambiqueiro`.

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