Atividade econômicadesaceleraemagostona Argentina

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18:57 - O índice que estima mensalmente a atividade econômica no país avançou 1,1% em agosto, contra uma alta de 1,7% em julho

A atividade econômica na Argentina desacelerou em agosto e registrou o pior mês desde a flexibilização parcial das medidas restritivas adotadas a partir de março para combater a covid-19, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

O índice que estima mensalmente a atividade econômica na Argentina (Emae) avançou 1,1% em agosto, contra uma alta de 1,7% em julho, ambos com uma desaceleração significativa se comparados ao ritmo de crescimento registrado em maio (9%) e em junho (7,6%).

Apesar disso, o Indec afirmou que o novo avanço registrado em agosto evidencia que a economia “continua recuperando parte da retração acumulada no período entre março e abril”. Nos dois meses citados pelo órgão, o Emae recuou 10,5% e 16,8%, respectivamente.

Na comparação com agosto do ano passado, a atividade econômica recuou 11,6% na Argentina. Nos oito primeiros meses do ano, o índice acumula uma queda de 12,5% em relação ao mesmo período de 2019.

Apenas o setor de intermediação financeira, com alta de 4,1%, obteve um desempenho melhor em agosto deste ano na comparação anual, de acordo com o relatório do Indec. As piores perdas foram de hotéis e restaurantes (-56%) e outras atividades de serviços comunitários, sociais e pessoais (-53,7%).

Restrições cambiais

Nas últimas semanas, desde que anunciou novas restrições cambiais para enfrentar uma escassez de dólares, a Argentina viu a cotação da moeda americana disparar no mercado paralelo.

Durante a sessão de hoje, o chamado “dólar blue” chegou a ser negociado a 190 pesos, um novo recorde, enquanto, no câmbio oficial, a moeda americana era cotada a 83,25 pesos.

Investidores reclamam da falta de clareza dos planos do governo de Alberto Fernández para enfrentar a crise, já instalada no país antes mesmo da pandemia e de sua chegada ao poder em 2019.

O clima de incerteza permanece apesar de o país ter conseguido reestruturar quase US$ 65 bilhões em dívidas com credores privados e ter iniciado as conversas para renegociar um programa de resgate com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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