Atividade econômica da Argentina fecha 2020 com queda de 10%

Atividade econômica da Argentina fecha 2020 com queda de 10%

Por causa da pandemia, o país deve ter em 2020 o pior desempenho econômico desde 2001, quando o PIB encolheu 10,9%; dado do Produto Interno Bruto será divulgado em 23 de março

O índice de atividade econômica da Argentina registrou em 2020 uma queda de 10%, segundo
dados divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec).

Em dezembro, o Estimador de Atividade Econômica Mensal (Emae) cresceu 0,9% na
comparação com novembro, o oitavo mês consecutivo de avanço após a recessão do início do
ano, provocada pela pandemia de covid-19. No entanto, em comparação ao mesmo mês do ano
passado, o índice recuou 2,2%.

Este é o terceiro ano seguido de queda do Emae, o que mostra que a pandemia apenas agravou
a longa crise econômica já enfrentada pela Argentina. Em 2018, o índice registrou um recuo de
2,6%. Já em 2019, último ano do governo do ex-presidente Mauricio Macri, a queda acumulada foi
de 2,1%.

No orçamento apresentado para 2021, o governo de Alberto Fernández previa um recuo de
12,5% da atividade econômica no ano passado. No entanto, como vários setores começaram a se
recuperar em novembro, consultorias privadas ouvidas pelo jornal “El Cronista” elevaram suas
previsões e estimavam uma queda de 10,1%, valor muito próximo ao dado oficial divulgado pelo
Indec hoje.

O Emae é uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina, que será divulgado
oficialmente em 23 de março pelo Indec. Por causa da pandemia, o país deve ter em 2020 o pior
desempenho econômico desde 2001, quando o PIB encolheu 10,9%.

Em uma mensagem publicada no Twitter depois da divulgação dos números, o Ministério da
Economia do país comemorou o oitavo mês consecutivo de alta do Emae e afirmou que o
indicador, em dezembro, “superou o nível de março e está somente 3% abaixo do nível prépandemia”.

Projeção
Para 2021, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o PIB da Argentina crescerá 4,5%. O
governo e consultorias privadas projetam que a recuperação será mais forte e que a economia se
expandirá 5,5% neste ano.

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