Artigo: Aliança do Pacífico, sete anos de integração, por Enrique Peña Nieto

Artigo: Aliança do Pacífico, sete anos de integração, por Enrique Peña Nieto

Cúpula no México reúne países latino-americanos para debater comércio e investimentos

A Aliança do Pacífico, uma das maiores referências em integração regional do mundo, celebra sua XIII Cúpula de Presidentes esta semana, em Puerto Vallarta, Jalisco. Sete anos atrás, Peru, Chile, Colômbia e México decidimos construir uma área de integração profunda para dar impulso a uma maior competitividade regional, para promover a inclusão social e a superação da desigualdade, e para alcançar uma maior aproximação entre os países aliados.

A Aliança do Pacífico concentra 36% do PIB da América Latina e do Caribe, 57% de seu comércio e 38% da captação de investimento estrangeiro direto. Devido à magnitude de nossa influência como um bloco, chamamos a atenção de 55 nações que participam como Estados Observadores. Ao mesmo tempo, estamos conduzindo um processo de negociação de Acordos Comerciais com Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Cingapura, para que eles possam se integrar à Aliança sob o status de Estados Associados.

Um dos principais atrativos de nossa integração está nos resultados tangíveis que temos alcançado. Desde maio de 2016, entrou em vigor o Protocolo Comercial da Aliança do Pacífico, que hoje permite que 96% dos produtos e serviços trocados entre os quatro países circulem livremente.

Além dos benefícios comerciais, a Aliança do Pacífico teve outros avanços concretos e significativos. Nos orgulha, particularmente, a criação do Fundo de Capital do Empreendedor. Essa nova ferramenta será de grande utilidade para respaldar os esforços de exportação de nossas pequenas e médias empresas, que geram o maior percentual dos empregos em nossos países.

Em matéria de investimento, temos avançado na constituição de um fundo de infraestrutura para canalizar recursos de investidores institucionais, locais e de outros países, para projetos que, além de gerar empregos de qualidade, criarão a infraestrutura necessária para continuar conectando nossas economias.

Outro dos objetivos fundamentais da Aliança do Pacífico é promover uma maior mobilidade de pessoas. Para conseguir isso, os quatro países eliminaram a exigência de visto de turista para nossos cidadãos e residentes estrangeiros; criamos programas que promovem a participação de jovens em projetos sociais que lhes permitem viajar para trabalhar e conhecer de perto qualquer um dos países-membros da Aliança. Também estabelecemos uma Plataforma de Mobilidade Acadêmica e Estudantil que, no primeiro semestre de 2018, ofereceu mais de 1.800 bolsas de estudo para estudantes do Chile, da Colômbia, do Peru e do México.

Essas conquistas são frutos dos princípios e objetivos compartilhados por nossos quatro países, e da vontade política de seus governos. Seu sucesso se reflete, também, na oportunidade privilegiada que teremos nesta Cúpula para dialogar sobre a integração de nossa região com os chefes de Estado e representantes de alto nível dos países do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O objetivo deste encontro histórico será identificar, por meio de um diálogo franco e amigável, ações eficazes para continuar fomentando o livre comércio e o regionalismo aberto, assim como propiciar uma relação mais próxima entre os dois blocos e nossas sociedades.

Para mim, a Cúpula de Puerto Vallarta se trata de uma ocasião especial porque, além de representar o México como anfitrião, é também o último encontro da Aliança do Pacífico do qual terei a honra de participar. Nos últimos seis anos, tenho sido testemunha da extraordinária evolução desta iniciativa. Em 2012, quando me juntei a esse esforço, ainda se tratava de um ambicioso projeto de articulação econômica. Hoje, a Aliança do Pacífico é uma das plataformas de integração mais modernas, eficazes e flexíveis do mundo.

Nesta Cúpula, teremos a oportunidade de celebrar o que foi alcançado, mas também de refletir e estabelecer o rumo que queremos dar à nossa integração. Nos encontramos em uma etapa crucial para dar à Aliança do Pacífico uma visão de médio e longo prazo. É por isso que, em Puerto Vallarta, adotaremos a Visão Estratégica 2030, a qual busca alcançar uma Aliança do Pacífico mais integrada, mais conectada, mais global e mais cidadã.

Nós, Estados-membros desta iniciativa, estamos convencidos de que, frente às tendências protecionistas que têm surgido em algumas latitudes, a Aliança do Pacífico tem um enorme potencial de ligação na América Latina e com outras regiões do mundo. O México reitera, hoje mais do que nunca, sua vontade de continuar promovendo o livre comércio como um mecanismo para impulsionar o crescimento econômico e contribuir para o bem-estar e o desenvolvimento integral de nossos cidadãos.

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