Argentina ZoomAgri vai atuar no Brasil

Argentina ZoomAgri vai atuar no Brasil

Agtech, que usa inteligência artificial para determinar a pureza de commodities agrícolas, levantou US$ 3,3 milhões em rodada de investimento

A agtech argentina ZoomAgri, que usa inteligência artificial para determinar a qualidade e a pureza de commodities agrícolas, está chegando ao Brasil após receber um aporte de US$ 3,3 milhões em uma rodada de financiamentos. Presente em 18 países e com escritórios na Espanha e Austrália, a companhia aposta que, em poucos anos, o Brasil será o responsável por 40% do seu faturamento global. No ano passado, a ZooAgri faturou US$ 510 mil e, para este ano, ela prevê receita de US$ 1 milhão.

Com os recursos que captou, a startup prevê lançar um produto para acompanhamento e classificação de soja, trigo e, no futuro, milho. A solução para grãos ZoomAgriSpex, que está em desenvolvimento, terá como objetivo determinar a qualidade física dos grãos e oleaginosas em tempo real, antes da semeadura até o pós-colheita.

“O Brasil tende a ser nosso principal mercado pela importância do setor e sua dimensão”, diz Fernando Martinez de Hoz, um dos sócios da empresa. Segundo ele, toda a cadeia - de sementeiras e produtores a tradings, indústrias de moagens e embarcadores - tem potencial de ser cliente.

Fundada em 2017, a ZoomAgri nasceu a partir da ideia de Matias Micheloud, engenheiro argentino que, na ocasião, buscava soluções para o controle de pureza das variedades de cevada e malte para atender a indústria cervejeira. Grandes indústrias, entre elas AB InBev, Boortmalt, Soufflet, InVivo, Malteurop, Estrella Damm, Holland Malt, Malteria Oriental, Avangard Malz e Ireks, utilizam a tecnologia para cevada e malte, comercializada com o nome de ZoomBarley.

Para criar a agtech, Micheloud - que, antes, já havia fundado uma startup de energia renovável - juntou-se ao conterrâneo Hoz e ao holandês Jaap Rommelaar, ambos com experiência de 13 anos na Nidera. A agtech tem entre seus investidores alguns dos líderes em venture capital na América Latina, como a SP Ventures e a argentina Glocal, além dos fundos australianos Artesian e GrainInnovate.

Em sua estratégia, a ZoomAgri também aposta em um modelo de negócios de arrendamento, e não venda, de máquinas. “Não vendemos equipamentos, que têm um custo alto e mobilizam o capex do cliente. Arrendamos as máquinas e o cliente escolhe se paga por classificação/amostra individual ou uma taxa mensal para uma análise ilimitada de amostras”, explica Hoz. A startup quer instalar 5 mil equipamentos no país em cinco anos.

A ZommAgri ainda está selecionando os executivos para montar o escritório no Brasil, mas já tem dois clientes no país, a Ambev e a Cooperativa Agrária, em Guarapuava (PR), que utilizam a solução para maltaria.

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