Argentina terá quarentena total a partir desta meia-noite

Argentina terá quarentena total a partir desta meia-noite

Comércio será fechado, exceto farmácias e mercados

Depois de reunir-se por toda a tarde desta quinta-feira (19) com governadores, ministros e representantes da oposição na residência oficial de Olivos, o presidente argentino, Alberto Fernández, decretou quarentena total no país, a partir das 0h desta sexta-feira (20) pelo menos até dia 31 de março.
A quarentena será vigiada por soldados do Exército e policiais.
Apenas profissionais de saúde e os que lidam com distribuição de combustível, alimentos ou medicamentos poderão sair de suas casas para trabalhar durante a quarentena.
Só será permitido o trânsito das demais pessoas se elas justificarem estar indo comprar alimentos e remédios ou buscar dinheiro em caixas automáticos próximos a suas residências. Também será possível ir a médicos e hospitais para atendimento.
A única outra exceção para uma saída de casa será a de auxiliar um parente doente. As demais terão de contar com autorização das autoridades sanitárias.
Quaisquer movimentações na rua, de carro ou a pé, que descumpram essas determinações podem ser punidas com penas de prisão de 1 a 15 anos, por atentado à saúde pública.
Fernández disse que "o Exército, a Polícia Federal (gendarmeria) e a polícia estarão perguntando o que cada um está fazendo na rua, e quem não puder demonstrar que é para as situações permitidas será levado à Justiça".
Os bancos estarão fechados, e as operações poderão ser feitas pela internet ou por meio dos caixas eletrônicos. Todo o comércio que não esteja relacionado a venda de alimentos e remédios será fechado, incluindo bares, restaurantes, cinemas e teatros.
O presidente argentino reconheceu que a economia vai ficar mais lenta, mas que, nos próximos dias, tomará medidas para que trabalhadores autônomos ou que estão na economia informal tenham uma compensação.
Atualmente, há 128 casos de infectados e três mortes confirmadas. ​
Fernández disse que espera que os contágios continuem aumentando, "mas o que precisamos é que aumentem num ritmo menor e num tempo em que possamos controlar". Nesta quinta-feira, foram requisitados 300 quartos de hotéis da cidade para atender possíveis pacientes.
A Argentina toma esta decisão 16 dias depois da confirmação do primeiro caso. Ou seja, duas semanas antes de a Europa ter adotado uma medida deste tipo (a Itália demorou 30 dias, por exemplo). Com isso, espera-se conter a transmissão do coronavírus.
Pouco antes do pronunciamento de Fernández, houve panelaço, buzinaço e aplausos para os médicos e funcionários de saúde que estão trabalhando na pandemia.

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