Argentina pressiona Rússia após atrasos na entrega da Sputnik V

Argentina pressiona Rússia após atrasos na entrega da Sputnik V

16:20 - País com 45 milhões de habitantes registra pouco mais de 10% totalmente vacinados; 22,9 milhões de pessoas receberam pelo menos a primeira dose

A Argentina está pressionando a Rússia a cumprir o contrato assinado entre os dois países para o fornecimento da Sputnik V após atrasos nas entregas das segundas doses da vacina.

Um e-mail revelado pelo jornal “La Nación” mostrou as reclamações sobre os atrasos.

A mensagem foi enviada no último dia 7 a representantes do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RDIF), responsável pela comercialização da Sputnik V com outros países.

No texto, o governo da Argentina chega a dizer que “todo o contrato corre o risco de ser publicamente cancelado” e pede urgência na entrega dos componentes da segunda dose, que são diferentes dos usados na primeira.

“Entendemos a escassez e as dificuldades de produção alguns meses atrás. Mas agora, sete meses depois, ainda estamos muito atrás, pois estamos começando a receber doses de outros fornecedores regularmente, com cronogramas que estão sendo cumpridos.”

O conteúdo do e-mail foi confirmado à imprensa argentina nesta quinta-feira (22) por Cecilia Nicolini, uma das principais assessoras do presidente do país, Alberto Fernández. “Sim, certamente, essa carta existe”, disse ela. “É parte das comunicações com a Federação Russa nas negociações sobre a compra e o envio da vacina Sputnik V.”

Depois da confirmação, Nicolini baixou o tom das críticas e disse que o e-mail é “apenas um documento a mais”. Ela esclareceu que, depois da reclamação, mais de 500 mil doses do componente 2 da Sputnik 2, foram enviados pela Rússia.

Questionada se há chances de o contrato ser rompido, a assessora de Fernández afirmou que o governo “sempre considera todas as alternativas e busca todas as soluções.”

A Argentina foi um dos primeiros países a apostar na Sputnik V, vacina produzida pelo Instituto Gamaleya de Moscou. O governo de Fernández também adquiriu as vacinas da AstraZeneca/Oxford e da Sinopharm.

Até agora, 22,9 milhões de pessoas já receberam pelo menos uma dose dos imunizantes no país, de 45 milhões de habitantes. Mas o número de pessoas totalmente vacinadas — 5,8 milhões — é considerado baixo se comparado a outros países da região.

www.prensa.cancilleria.gob.ar es un sitio web oficial del Gobierno Argentino