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Argentina está longe de se tornar ‘nova Venezuela’; entenda por quê

Argentina está longe de se tornar ‘nova Venezuela’; entenda por quê

Bolsonaro tenta influenciar eleição no país vizinho ao atacar rival de Macri, mas pode levar relações com argentinos a momento mais crítico dos últimos anos

Em campanha pela reeleição do presidente Mauricio Macri, Jair Bolsonaro alardeia que a Argentina pode se tornar a “nova Venezuela” se o peronista Alberto Fernández, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como vice em sua chapa, ganhar as presidenciais de outubro. Para especialistas, essa possibilidade é improvável, e as declarações do chefe de Estado brasileiro não passam de retórica eleitoral.

“A Venezuela se tornou um símbolo daquilo que o atual governo não gosta”, diz o professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Oliver Stuenkel. “Mas esses comentários não buscam se basear em evidências claras.”

As declarações sobre o tema começaram durante a viagem de Jair Bolsonaro a Dallas em maio, para receber o prêmio de personalidade do ano da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Logo após a contundente vitória de Fernández nas eleições primárias por 47% dos votos, inesperados 15 pontos na frente de Macri, o líder brasileiro voltou a insistir que os “bandidos de esquerda” estavam para voltar ao poder.

“A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma da Dilma Rousseff, que é a mesma de [Nicolás] Maduro e [Hugo] Chávez, e Fidel Castro, deram sinal de vida”, disse em um evento no Rio Grande do Sul, na fronteira com a Argentina. “Povo gaúcho, se essa esquerdalha voltar na Argentina, nosso Rio Grande do Sul poderá se tornar um novo estado de Roraima”, acrescentou, referindo-se ao Estado brasileiro que recebeu centenas de milhares de refugiados venezuelanos nos últimos anos.

Mas Venezuela e Argentina são países extremamente diferentes, com economias e históricos políticos completamente diversos. Além disso, a composição da economia, o índice de inflação, a taxa de desemprego e o grau educação dos ‘hermanos’ ainda são muito melhores do que os deixados pelo chavismo.

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